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Nanoestruturas biopoliméricas para veiculação de peptídeos antimicrobianos com potencial leishmanicida

Processo: 13/16588-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Laura de Oliveira Nascimento
Beneficiário:Laura de Oliveira Nascimento
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Marco Antonio Stephano ; Nádia Araci Bou-Chacra ; Paulo Cesar Cotrim
Assunto(s):Anti-infecciosos  Leishmaniose  Leishmania  Biopolímeros  Materiais nanoestruturados  Peptídeos 

Resumo

Mais de dez milhões de pessoas no mundo são infectadas pelos protozoários do gênero Leishmania. A Leishmaniose Tegumentar (cutânea e mucosa), responsável por ulcerações de pele e deformidades, tem 70% da ocorrência global concentrada nas Américas, em que o Brasil contribui com mais de 12% desses casos. Algumas espécies de protozoários apresentam resistência ao tratamento de primeira escolha (antimoniato de N-metil glucamina), e provavelmente ao alternativo (pentamidina), mas o monitoramento das resistências é laborioso, não padronizado e escasso. O antifúngico anfotericina B é um dos tratamentos alternativos sem indício de resistência pelo protozoário, mas com efeitos adversos relevantes e de administração hospitalar. Sua ação em membranas microbianas, similar à de peptídeos antimicrobianos, diminui a possibilidade de geração de cepas resistentes. Com base nessas observações, nosso laboratório resolveu explorar o potencial leishmanicida de peptídeos antimicrobianos, com foco nos já comercializados para uso humano no tratamento de outras infecções. Polimixina B, eficaz contra cepas de Pseudomonas, teve ação leishmanicida moderada. Como diversos peptídeos foram potencializados por nanoformulações, este projeto pretende nanoestruturar o peptídeo com biopolímeros (quitosana/ácido hialurônico) e testar sua ação in vitro em Leishmania amazonensis intracelular e extracelular. A via tópica é a desejada para aplicar essa formulação que, se bem sucedida, poderá aumentar o alcance e a adesão dos pacientes ao tratamento, principalmente em regiões endêmicas afastadas de hospitais, como na Amazônia. A formulação também pode ser testada contra outros protozoários, ou para encapsular outros lipopeptídeos semelhantes. Este projeto abre um leque de projetos futuros para estabelecimento de nova linha de pesquisa no Instituto de Medicina Tropical da USP, referência em doenças tropicais negligenciadas. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
RIBEIRO COSTA, JULIANA SOUZA; MEDEIROS, MARILIA; YAMASHIRO-KANASHIRO, EDITE HARUMI; ROCHA, MUSSYA CISOTTO; COTRIM, PAULO CESAR; STEPHANO, MARCO ANTONIO; LANCELLOTTI, MARCELO; TAVARES, GUILHERME DINIZ; OLIVEIRA-NASCIMENTO, LAURA. Biodegradable nanocarriers coated with polymyxin B: Evaluation of leishmanicidal and antibacterial potential. PLoS Neglected Tropical Diseases, v. 13, n. 5 MAY 2019. Citações Web of Science: 0.
PACHIONI-VASCONCELOS, JULIANA DE ALMEIDA; LOPES, ANDRE MORENI; APOLINARIO, ALEXSANDRA CONCEICAO; VALENZUELA-OSES, JOHANNA KARINA; RIBEIRO COSTA, JULIANA SOUZA; NASCIMENTO, LAURA DE OLIVEIRA; PESSOA, JR., ADALBERTO; SOUZA BARBOSA, LEANDRO RAMOS; RANGEL-YAGUI, CARLOTA DE OLIVEIRA. Nanostructures for protein drug delivery. BIOMATERIALS SCIENCE, v. 4, n. 2, p. 205-218, 2016. Citações Web of Science: 25.
Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)

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