Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo do efeito cardioprotetor e terapêutico de extratos vegetais na necrose miocárdica induzida por isoproterenol em ratos

Processo: 13/05327-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Simone Gusmão Ramos
Beneficiário:Simone Gusmão Ramos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Fabio Carmona
Assunto(s):Cardiopatias congênitas  Procedimentos cirúrgicos cardíacos  Catecolaminas  Receptores adrenérgicos beta  Infarto do miocárdio  Isoproterenol  Cardiotônicos  Extratos vegetais  Curcumina 

Resumo

Cirurgias para correção de cardiopatias congênitas estão cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. Entretanto, mesmo com os avanços obtidos nas técnicas cirúrgicas e de perfusão, alguns casos, especialmente os mais complexos, podem evoluir com insuficiência cardíaca refratária (IC) e óbito. Em um estudo retrospectivo em pacientes que foram submetidos à cirurgia para correção de cardiopatias congênitas (CC) com circulação extracorpórea (CEC) no HC FMRP-USP e evoluíram com óbito, observamos infartos múltiplos em diferentes estágios de evolução e microcalcificações dispersas no miocárdio, mesmo sem obstrução coronariana. No estudo seguinte, confirmamos que após a CEC ocorreu um efetivo aumento da expressão gênica dos receptores de catecolaminas (receptores adrenérgicos ²1 e ²2) e da quinase de receptor GRK-2 nos cardiomiócitos atriais em comparação com as biópsias colhidas no início da CEC. Essa alteração foi associada ao aumento dos níveis séricos de lactato, observado 12h após o término da CEC. Mais ainda, a fração N-terminal do precursor do peptídeo natriurético tipo B (NT-ProBNP) e a troponina I também estavam elevadas logo após a CEC, permanecendo em níveis elevados até 48h após a cirurgia. Esses marcadores bioquímicos indicam que tenha havido algum grau de hipóxia tecidual/ isquemia miocárdica durante o procedimento cirúrgico. Com esse achado, sugerimos que a lesão miocárdica predominante nos pacientes operados para correção de CC e uso de CEC deve estar relacionada à liberação de catecolaminas durante a cirurgia. Sabendo das limitações da pesquisa envolvendo material humano resolvemos inverter o processo da medicina translacional e estudar o efeito de substâncias cardioprotetoras em lesões miocárdicas por excesso de catecolaminas circulantes. Analisaremos o miocárdio de ratos, utilizando um modelo clássico de lesão induzida por catecolaminas, o isoproterenol (uma catecolamina sintética). Nesses corações, avaliaremos dois mecanismos diferentes de possível ação do isoproterenol: atuação nos receptores adrenérgicos ²1 e ²2 e da quinase de receptor GRK-2 e produção de estresse oxidativo. Em contrapartida, observaremos a interferência nesses processos de um extrato vegetal purificado, a curcumina, considerado como efetivo cardioprotetor na literatura pertinente. Este estudo possui um potencial significativo para abordar novos alvos no desenvolvimento de medicamentos que podem prevenir ou tratar o dano miocárdico de forma segura, minimizando os efeitos colaterais das drogas sintéticas. (AU)