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Paisagens pós-urbanas: o fim da experiência urbana e as formas comunicativas do habitar

Resumo

O significado do fim da experiência urbana, mais do que indicar as crises das dimensões sociopolíticas e arquitetônico-administrativas que, depois da cidade, marcam também as metrópoles contemporâneas, aponta para a direção de uma progressiva pluralização do território gerada pelas mídias que, primeiro com a leitura, depois, com a eletricidade - através da duplicação técnica da paisagem criada pelo cinema e pela TV - e, finalmente, com o advento das redes digitais, produz a progressiva perda do significado único do espaço e a transformação qualitativa das práticas habitativas. A recente introdução dos ecossistemas informativos e dos mundos virtuais, não apenas passou a reproduzir ambientes atravessáveis somente mediante formas de interações técnicas, mas, também, motivou o questionamento do conceito de espaço e do significado do habitar. Superando as percepções arquitetônicas e topográficas, o livro propõe uma interpretação teórica midiática e comparativa do habitar, aprofundando os seus possíveis significados a partir das interações e das articulações que mídia, sujeito e território passam a desenvolver entre si, em épocas tecnológicas diferentes e no interior de distintas arquiteturas comunicativas. . No estudo das relações entre tecnologia comunicativa e ambiente, entre mídia e "natureza", o conceito do habitar representa uma importante chave interpretativa das transformações e dos desafios da época pós-urbana. (AU)