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Determinação de constituintes químicos do fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.) utilizando RMN de alto e baixo campo

Processo: 13/14875-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Antonio Gilberto Ferreira
Beneficiário:Antonio Gilberto Ferreira
Instituição-sede: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Pesq. associados: Alessandra Ferraiolo Nogueira Domingues ; Ana Vânia Carvalho ; Laura Figueiredo Abreu ; Luiz Alberto Colnago ; Maria Do Socorro Padilha de Oliveira ; Rafaella de Andrade Mattietto ; Renato Lajarim Carneiro ; Tiago Venancio
Assunto(s):Ressonância magnética nuclear  Quimiometria  Propriedades químicas  Açaí 

Resumo

O açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.) da família Arecaceae, apresenta frutos em duas colorações distintas. Açaí preto, com frutos maduros tendo polpa de cor roxo escuro, e o açaí branco, cujos frutos maduros apresentam na realidade uma coloração verde-clara. A polpa dos frutos denominada de "vinho", ou refresco de açaí, é um importante produto alimentar muito consumido em toda a região norte do país e, mais recentemente, também nas regiões sul, sudeste e no exterior. Ele é rico em lipídeos, proteínas, fibras, a-tocoferol, antocianinas, além de sais minerais. Por isso, constitui um alimento e uma fonte de renda importantes para as populações ribeirinhas. Os dois maiores problemas enfrentados com a sua comercialização, não só para o exterior como também internamente, é a sua fácil degradação por ser muito suscetível à oxidação e, o escasso conhecimento sobre os compostos orgânicos presentes no produto. Isso dificulta o controle de qualidade e a sua rastreabilidade, pois são comercializados frutos de diferentes: regiões, épocas do ano (safra e entressafra), tipos de "cultivo" (plantas em áreas secas e alagadas) e cultivares. Os problemas relativos à contaminação microbiológica podem ser resolvidos com boas práticas de higienização durante as várias etapas na cadeia produtiva.Portanto, o presente projeto tem como finalidade responder a quatro questões importantes. A primeira delas visa ter uma visão geral dos constituintes químicos presentes na polpa processada, de tal forma que seja possível avaliar as influências de sazonalidade, regionalidade, diferentes tipos de cultivo e o uso de diferentes cultivares. Para isso utilizar-se-á a RMN de 1H do extrato metanólico da polpa (como fingerprint) aliada a ferramentas quimiométricas. Em todo o estudo serão utilizados frutos de plantas cultivadas em condições controladas, que serão coletadas nas plantações experimentais da Embrapa Amazônia Oriental, além de amostras coletadas no comércio local. O segundo aspecto envolve a identificação/caracterização do maior número de substâncias químicas majoritárias, através do uso da RMN 1D e 2D, preferencialmente sem o seu isolamento, e também, as minoritárias, utilizando técnicas acopladas CLAE-UV-SPE-RMN e CLAE-UV-RMN tanto no modo de fluxo contínuo quanto parado. Espera-se com isso responder quais são as substâncias responsáveis pelas diferenciações, e também, identificar substâncias que possam agregar valor comercial ao produto.O terceiro foco, envolve a RMN de "baixo campo" na análise dos teores de umidade e de ácidos graxos (saturados e insaturados) presentes nas sementes e, comparar com os dados obtidos através da extração via Soxhlet e análises convencionais de óleos vegetais. Dessa maneira pretende-se avaliar a utilização dessa ferramenta em detrimento dos exaustivos processos de extração e análise, uma vez a RMN de "baixo campo" é bastante acessível. Pretende-se também identificar/caracterizar os compostos presentes no óleo, principalmente, os minoritários. Nesse caso usando a RMN de "alto campo" no estado líquido tanto nas modalidades 1D, 2D como nas formas hifenadas CLA-UV-SPE-RMN e CLAE-UV-RMN. Esses compostos minoritários poderão agregar valor e/ou ser utilizados como traçadores para o controle de qualidade do produto.Por fim, pretende-se traçar correlações dos dados obtidos através das medidas espectroscópicas, nas diferentes modalidades de "alto" e "baixo" campo, com os dados obtidos das análises físico químicas: pH, acidez titulável total, sólidos solúveis totais (oBrix), umidade e sólidos totais, teores de lipídios e proteínas, teor total de cinzas, antocianinas e compostos fenólicos totais. Para isso, serão utilizadas as mesmas amostras a fim de verificar possíveis correlações usando ferramentas estatístico/quimiométricas, e assim, com o uso de propriedades físico-químicas menos onerosas, inferir sobre a qualidade e rastreabilidade do produto. (AU)