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Efeito protetor de lipoxinas contra o desenvolvimento das formas graves de malária

Processo: 14/02143-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 07 de maio de 2014 - 06 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Fabio Trindade Maranhão Costa
Beneficiário:Fabio Trindade Maranhão Costa
Pesquisador visitante: Julio Cesar Soares Aliberti
Inst. do pesquisador visitante: Cincinnati Children's Hospital Medical Center, Estados Unidos
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/16525-2 - Plasmodium vivax: patogênese e infectividade, AP.TEM
Assunto(s):Lipoxinas  Plasmodium  Inflamação  Endotélio  Malária 

Resumo

As lipoxinas são pequenos mediadores lipídicos derivados da degradação do ácido araquidônico mediada pela lipoxigenase. Tem sido mostrado pelo nosso grupo e por outros que a LXA4, assim como LXA4 induzida pela aspirina, são capazes de desencadear várias atividades anti-inflamatórias. Sendo assim, devido ao êxito no desenvolvimento de análogos estáveis, levantou-se a possibilidade de usar lipoxinas como uma alternativa terapêutica para o controle de processos imunopatológicos. A malária é uma das principais preocupações de saúde pública mundial, sendo a malária grave é a principal causa de morte entre as crianças e as mulheres grávidas nas áreas endêmicas. Um dos principais mecanismos patogênicos no desenvolvimento de malária grave é a ativação de células endoteliais, com subsequente aumento da regulação de moléculas de adesão e sequestro de glóbulos vermelhos infectados. Recentemente, mostramos que o tratamento exógeno com lipoxinas impediu o desenvolvimento de malária cerebral experimental (MCE). Em decorrência destes achados, formulamos a hipótese de que lipoxinas poderiam atuar contra o desenvolvimento de malária grave por meio da inibição da adesão de células vermelhas do sangue infectado. O nosso objetivo, a longo prazo, é desenvolver terapias baseadas em LX, bem como biomarcadores específicos para prever e diminuir a patogenia de formas graves de malária terapeuticamente. Assim, objetivamos avaliar as ações antiinflamatórias de lipoxinas na ativação de células endoteliais do cérebro, na indução de expressão de moléculas de adesão, bem como na adesão de células vermelhas do sangue infectado e no sequestro parasitário in vivo. Nosso colaborador, o Dr. Fabio T. M. Costa, tem experiência em análises in situ de ativação de células endoteliais, na adesão /sequestro do parasita in vivo e in vitro. Nosso objetivo é o de determinar o efeito de lipoxinas na ativação de células endoteliais do cérebro e no sequestro parasitário in vitro e in vivo. Para fazê-lo, iremos testar se a administração da lipoxina é capaz de modular células endoteliais atividades pelo TNF ou IFN-gama, bem como verificar os níveis de adesão de glóbulos vermelhos infectados. O sucesso deste estudo, delineada nesta proposta, permitirá uma melhor caracterização de um novo espaço terapêutico para o tratamento/diagnóstico de formas graves de malária. (AU)