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Filosofia e tragédia: o processo de reificação em Quincas Borba

Processo: 13/50933-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Cilaine Alves Cunha
Beneficiário:Cilaine Alves Cunha
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Marxismo  Romance 

Resumo

Na narrativa de Machado de Assis, forma e conteúdo ainda suscitam intenso debate entre críticos e leitores. Em meio às transformações socioeconômicas do final do século XIX, houve também, na narrativa machadiana, a dialética entre a afirmação da ideia da herança enquanto meio de ascensão social e sua negação por meio do oportunismo de Cristiano de Almeida e Palha. Como um dos traços de Quincas Borba, o regime da luta pelo auto conservação expõe o principal personagem, também herdeiro de grande pecúnia, a oportunistas e, por fim, à expropriação financeira. Depois de ter sua riqueza dilapidada e já enlouquecido, Rubião retoma à Barbacena, lugar de origem, para compreender de forma trágica o apólogo de: ao vencedor, as batatas. Esta fórmula sintética e selvagem operante na corte imperial brasileira dos arrivistas. Dessa maneira, o principal objetivo do presente trabalho é discutir o processo de reificação do indivíduo, sem dispensar a análise dos costumes o mundo tradicional e dos hábitos burgueses em relação ao dinheiro e à presença do estamento. (AU)