Resumo
A disfunção temporomandibular (DTM) tem alta prevalência em nossa sociedade, sendo caracterizada por uma condição severa de dor dos músculos da mastigação e ou articulação temporomandibular. Apesar da indicação de múltiplos fatores iniciadores contribuindo para a DTM, dentre eles o estresse emocional, ainda há controvérsia quanto a sua etiologia e, é pouco compreendida a sua fisiopatologia. Usando o rato como modelo experimental animal, este estudo tem o propósito de investigar o efeito do estresse crônico variado associado à exodontia unilateral, e a administração ou não do diazepam sobre o músculo pterigóideo medial, encéfalo e na concentração plasmática de cortisol. Nossa hipótese é que o estresse crônico variado associado à maloclusão induzirá modificações plásticas, provocando modificações na morfologia das fibras, na densidade dos capilares, na capacidade contrátil das fibras, no metabolismo oxidativo, no processo inflamatório muscular, na concentração plasmática de cortisol e na ativação neuronal de regiões específicas do sistema nervoso central. O pré-tratamento dos animais com diazepan, um ansiolítico clássico, neutralizará ou diminuirá as respostas celulares e neuronais. Assim, o objetivo deste trabalho será avaliar o músculo pterigóideo medial, bilateralmente, o encéfalo e o sangue desses animais. Serão utilizados 64 ratos machos Wistar, adultos jovens, pesando em média 200g, divididos aleatoriamente em dois grandes grupos: Grupos Maloclusão (GM): ratos expostos a exodontia unilateral esquerda (n=32); e Grupo Sem Maloclusão (GS): ratos sem exodontia (n=32). Em cada grupo haverá os seguintes subgrupos (n=8) em cada: I - sem estresse; II: estresse crônico variado; III: sem estresse e tratados com diazepam; IV: estresse crônico variado e tratados com diazepam. Os animais do grupo maloclusão (GM) serão submetidos à exodontia unilateral dos molares superiores esquerdo, sob a anestesia intraperitoneal, com Xilazina 4% (10mg/kg) e Cetamina 10% (80mg/kg), no dia zero. Em ambos os grupos: GM e GS, os ratos dos subgrupos II e IV serão submetidos a protocolos diferentes de estresse, a partir do 14º dia após a exodontia. Os protocolos serão diferentes a cada dia por cinco dias consecutivos, os quais serão repetidos a partir do 6º dia por mais cinco dias. Os ratos serão submetidos à eutanásia no 24º dia após início do experimento, para obtenção do músculo pterigóideo medial bilateral, e posterior análises morfológicas, imunoistoquímicas, histoquímicas e ultraestruturais; obtenção do encéfalo para análise do c-Fos e/ ou Fos-B e; coleta do sangue para análise da concentração plasmática de cortisol. (AU)
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