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Vulnerabilidades, demandas de saúde e acesso a serviços da população de travestis e transexuais do estado de São Paulo

Resumo

As pessoas que compõem as chamadas minorias sexuais, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) partilham o fato de apresentarem graus variados de não conformidade com o sexo biológico ou com os padrões sexuais hegemônicos e por esse motivo são vítimas de estigma e discriminação, o que afeta negativamente a sua saúde. A epidemia de HIV/aids associou ao estigma relacionado à sexualidade o estigma relacionado à própria doença, aumentando ainda mais a vulnerabilidade deste grupo populacional. No Brasil, estudos tem revelado obstáculos no acesso aos cuidados de saúde da população de travestis e transexuais, indicando dificuldades no diálogo destes grupos com os serviços de saúde, o que resulta em sua baixa inserção nos serviços, com baixa adesão aos tratamentos, tanto no que concerne à atenção básica quanto a cuidados mais especializados, como o uso de hormônios e a cirurgia de redesignação sexual. Há uma lacuna de estudos populacionais com travestis e transexuais, pouco se conhece sobre seu grau de escolaridade, qualificação profissional ou inserção no mercado de trabalho para além do mercado da prostituição. Entre os muitos desafios para a realização de pesquisas entre "pessoas trans", encontra-se o fato do tamanho da população não ser conhecido, dificuldades de identificação da população, e principalmente, a relutância/desconfiança dessas pessoas em participar de pesquisas. Este projeto objetiva caracterizar as vulnerabilidades que expõem a população de travestis e transexuais (femininos e masculinos), acessada por meio de serviços de saúde ou de assistência social, ao HIV, sífilis e hepatites virais (B e C).Estudo combina metodologia quantitativa e qualitativa. Será realizado um inquérito, utilizando ACASI, entre travestis e transexuais que frequentam ou são acessados via serviços de saúde ou de assistência social dos municípios de São Paulo, Santo André, São Bernardo, Diadema, Santos, Campinas, Piracicaba e São José do Rio Preto. Serão oferecidos testes para HIV, sífilis, hepatites B e C. Numa segunda fase serão realizadas entrevistas em profundidade. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio::
As barreiras para as pessoas trans 
Nuevas batallas por la prevención 
Aids: Novas batalhas pela prevenção 
De primera mano 
Em primeira mão 
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (1 total):
Blog Convenia: Inclusão de transexuais no mercado de trabalho: dicas para o RH (19/Fev/2021)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SILVIA CHWARTZMANN HALPERN; JULIANA NICHTERWITZ SCHERER; VINICIUS ROGLIO; SIBELE FALLER; ANNE SORDI; FELIPE ORNELL; CARLA DALBOSCO; FLAVIO PECHANSKY; FÉLIX KESSLER; LÍSIA VON DIEMEN. Silicone líquido industrial para transformar o corpo: prevalência e fatores associados ao seu uso entre travestis e mulheres transexuais em São Paulo, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 33, n. 7, p. -, 2017.

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