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Registro prospectivo de complicações tromboembólicas após procedimentos cirúrgicos em estimulação cardíaca artificial definitiva

Processo: 13/18023-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Roberto Costa
Beneficiário:Roberto Costa
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Caio Marcos de Moraes Albertini ; Katia Regina da Silva
Bolsa(s) vinculada(s):14/12633-0 - Registro prospectivo de complicações tromboembólicas após procedimentos cirúrgicos em Estimulação Cardíaca Artificial definitiva, BP.TT
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos cardíacos  Estimulação cardíaca artificial  Complicações pós-operatórias  Trombose venosa  Banco de dados  Diagnóstico por imagem  Biomarcadores 

Resumo

Atualmente, mais de 368.000 procedimentos para implante de dispositivos cardíacos eletrônicos têm sido realizados nos Estados Unidos a cada ano, com uma estimativa de 25.000 novos implantes no Brasil. Apesar da eficácia clínica comprovada para uma série de condições clínicas, tais como arritmias e insuficiência cardíaca, o número de eventos adversos no período pós-implante ainda permanece substancial. Entre essas complicações, obstruções venosas ocorre em uma frequência de 14% a 64% dos procedimentos de implante de dispositivos, podendo causar problemas como trombose venosa profunda do membro superior e embolia pulmonar, aumentando, desse modo, a morbidade decorrente do procedimento. Apesar desses estudos terem demonstrado a alta incidência de complicações, devido a falta de um adequado registro prospectivo, ainda não está claro como estas lesões podem influenciar nos desfechos clínicos e na mortalidade deste grupo de pacientes, assim como, se existem biomarcadores que poderiam contribuir para o diagnóstico precoce de trombose venosa e suas complicações e, em última análise, o papel dos diferentes exames de imagem na investigação desses eventos tromboembólicos. O presente projeto de pesquisa tem por finalidade a re-estruturação de um registro pertencente a Unidade de Estimulação Elétrica e Marcapasso da Divisão de Cirurgia do InCor/HCFMUSP, adequando-o aos padrões internacionais, visando responder perguntas de pesquisa de ordem clínica e relacionadas ao diagnóstico por imagem e por biomarcadores. Métodos: O estudo será dividido em duas partes principais: 1) Estruturação do registro: refere-se a todas as etapas que serão realizadas para aprimorar o banco de dados em parceria com pesquisadores da Duke University Medical Center; 2) Logística da inclusão de pacientes: serão considerados elegíveis para participarem do registro todos pacientes com indicação para procedimento cirúrgico em Estimulação Cardíaca Artificial. Após definição da estratégia cirúrgica, os pacientes serão selecionados de acordo com os critérios de inclusão e de não inclusão. Posteriormente, os pacientes serão divididos em duas coortes: Coorte 1 - Implantes iniciais e Coorte 2 - Procedimentos de reoperações. Todos os pacientes serão acompanhados clinicamente nos seguintes intervalos: 10 a 15 dias, 1, 3, 6 e 12 meses após o procedimento cirúrgico. A investigação diagnóstica de complicações tromboembólicas, incluindo a dosagem de marcadores laboratoriais, assim como, a venografia por subtração digital pré e pós-operatória, o ultrassom Doppler de membros superiores pré e pós-operatório e a tomografia computadorizada pré e pós-operatória será realizada somente no grupo considerado de maior risco para fenômenos tromboembólicos. A principal justificativa para a adoção dessa estratégia reside no fato de que a incidência de complicações tromboembólicas nesses grupos de pacientes, que não foram submetidos a manipulação de cabo-eletrodo em território venoso, embora não seja consensual, já foi investigada em estudos prévios. Como medida de segurança, no entanto, todos pacientes serão mantidos sob acompanhamento sistematizado e, na vigência de manifestações clínicas sugestivas de complicações tromboembólicas, serão submetidos à mesma sequência de exames diagnósticos previstos para o grupo de reoperação de alto risco. (AU)