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Ensino superior, políticas de pesquisa e inovação, processos de desenvolvimento - estudo comparado de quatro países: Alemanha, Brasil, França e Estados Unidos

Processo: 13/26999-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2014 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Políticas Públicas
Pesquisador responsável:Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes
Beneficiário:Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Adalberto Mantovani Martiniano de Azevedo ; Carla Regina Mota Alonso Diéguez ; Karen Fernandez Costa ; Luiza Carnicero de Castro ; Maita de Paula e Silva ; Pedro Chadarevian
Assunto(s):Ensino superior  Pesquisa científica  Inovações tecnológicas  Estados Unidos  Alemanha  Brasil  França (país)  Estudo comparativo 

Resumo

O projeto visa investigar experiências de Políticas de Conhecimento de países selecionados: Estados Unidos, Brasil, Alemanha e França. Denominamos "políticas de conhecimento" as políticas públicas voltadas para produção, aquisição, disseminação e uso de conhecimento científico e tecnológico. Seus núcleos centrais são a política de educação e a de pesquisa cientifica e tecnológica. O estudo que propomos deverá incorporar os seguintes aspectos:a) relações entre as Políticas de Conhecimento e os modelos de desenvolvimento que supõem ou implicam;b) relações entre as Políticas de Conhecimento e determinantes de natureza não educacional (demografia, estrutura ocupacional, transformações tecnológicas e econômicas, instituições políticas, padrões culturais, geopolítica, etc.);c) relação entre a forma geral das Políticas de Conhecimento e, especificamente, o sistema de educação superior dos países;d) relações entre sistemas de ensino e sistemas de inovação científico-tecnológica, em sentido estrito: os agentes da pesquisa aplicada, básica e o desenvolvimento de produtos e processos. O trabalho seria resultado da confluência de três eixos temáticos - Desenvolvimento, Inovação e Educação. De certo modo, essa tríade é algo similar ao conceito 'amplo' de "Sistema Nacional de Inovação" (SNI).Partindo da tríade e inserido nesse campo amplo, o projeto tem, porém, um núcleo mais forte: o sistema de educação superior. Em um texto seminal, Kenneth Arrow havia mencionado o setor público de pesquisa, nomeadamente as universidades, como um 'reservatório de conhecimento'. Estudiosos posteriores parecem tender a uma nuance nessa qualificação: as universidades são reservatórios de competências. Assim, há países em que a pesquisa inovadora e com impacto decisivo no mundo produtivo e socioeconômico é desenvolvida na indústria. Mas a universidade é o lugar em que as competências mobilizadas nessa pesquisa se formam, treinam, constituem seu ethos e seus protocolos. Um elemento fundamental para a pesquisa é o papel da universidade como fonte de conhecimento fundamental e, ocasionalmente, de tecnologia industrial relevante. Farta literatura aponta para os esforços de diferentes governos no sentido de fortalecer a ligação entre as universidades e a inovação industrial. Os 'outputs' das universidades costumam ser assim resumidos: a informação tecnológica (que pode incrementar a eficiência da P&D das empresas); os equipamentos e instrumentos desenvolvidos; as habilidades e capacitações, encarnadas nos estudantes, professores, pesquisadores; as redes de cientistas e tecnólogos que facilitam a difusão do novo; os protótipos para novos produtos e processos. O presente projeto pretende explorar com mais ênfase um nicho - o papel da universidade para desenvolver os sistemas nacionais de inovação.Por isso, nos estudos dos países, particular atenção se daria aos seguintes níveis:- o sistema de ensino superior, em sua diversidade institucional, sua história e sua estrutura.- o sistema de pesquisa acadêmica (incluindo seus vínculos maiores ou menores com o anterior)Ao lado do caso brasileiro, três países, em especial, parecem mais relevantes, porque em certa medida encarnam padrões distintos dessa conexão: Estados Unidos, França, Alemanha. Desses países, a Alemanha mostra um modelo de universidade que atravessou o continente inspirando os Estados Unidos. Estes, por sua vez, reinventaram esse modelo e lhe deram um desenho peculiar. O modelo francês de ensino superior, por outro lado, tem um desenho inteiramente diferente, centralizado nacionalmente. Também a relação entre as instituições de ensino e os aparatos de pesquisa encontra, nesses países, três modelos distintos e influentes. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Livro investiga os três modelos mais influentes de educação superior 
Modelos de Educação Superior – Experiências Internacionais 
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