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Invasão do campo cerrado por braquiária (Urochloa decumbens): perdas de diversidade e experimentação de técnicas de restauração

Processo: 13/24760-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2014 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Giselda Durigan
Beneficiário:Giselda Durigan
Instituição-sede: Instituto Florestal. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados: Marinez Ferreira de Siqueira
Bolsa(s) vinculada(s):14/12337-2 - Controle de gramíneas invasoras no cerrado, BP.TT
Assunto(s):Cerrado  Comunidades vegetais  Invasão biológica  Capim braquiária  Restauração ecológica 

Resumo

A invasão das fisionomias campestres e savânicas do Cerrado por gramíneas exóticas tem sido observada em todo o Brasil e é um dos maiores desafios para a conservação e restauração desses ecossistemas. Essas espécies invasoras causam perdas de biodiversidade, modificam a estrutura das comunidades vegetais, aumentam consideravelmente o volume de material combustível e, consequentemente, a frequência e intensidade de incêndios. Os processos ecológicos relacionados com a invasão pela braquiária ainda são pouco compreendidos e isso dificulta as ações de manejo e a conservação. A pesquisa proposta tem como objetivos:1) caracterizar os fatores e processos envolvidos nas perdas em biodiversidade decorrentes da invasão por braquiária (Urochloa decumbens (Stapf) R.D. Webster) em áreas de campo cerrado, 2) quantificar a velocidade com que a espécie invasora avança sobre o ecossistema natural e, especialmente, 3) testar técnicas para o controle de invasão que sejam viáveis ecológica e economicamente. O estudo será realizado na Estação Ecológica Santa Bárbara, município de Águas de Santa Bárbara, estado de São Paulo. Para avaliar as perdas em diversidade decorrentes da invasão serão comparadas as variáveis riqueza, densidade e cobertura do terreno por diferentes componentes da vegetação (plantas lenhosas, herbáceas não-graminóides, gramíneas nativas e exóticas) em parcelas invadidas e não invadidas. Para esta comparação, serão amostrados 20 pares de parcelas de 2,0 m x 2,0 m, cada par formado por uma parcela invadida e outra não-invadida, distribuídas em cinco setores da Estação Ecológica. As perdas em biodiversidade serão quantificadas pela diferença nos valores médios de cada variável entre as parcelas invadidas e não invadidas. Como possíveis fatores relacionados com as perdas serão investigadas as variáveis microclimáticas temperatura e umidade relativa do ar e radiação fotossinteticamente ativa, tomadas a 5 cm acima da superfície do solo em todas as parcelas. A velocidade de expansão da espécie invasora será quantificada a partir da demarcação do limite de 20 manchas isoladas de braquiária que serão monitoradas ao longo do tempo, como ferramenta de predição da expansão das áreas invadidas caso a invasão não seja controlada. O experimento para erradicação da braquiária será instalado em área com invasão em faixa contínua, testando-se nove tratamentos, com cinco repetições cada, em delineamento inteiramente casualizado. Os tratamentos serão: i) aplicação de fogo; ii) aplicação de herbicida; iii) capina manual; iv) fogo + herbicida; v) fogo + capina manual + herbicida seletivo; vi) fogo + revolvimento do solo + herbicida; vii) testemunha (braquiária sem tratamento); viii) referência (parcelas não invadidas); ix) referência + fogo (aplicação de fogo em parcelas não invadidas). A aplicação de fogo ocorrerá uma única vez e as técnicas complementares (herbicida e capina) serão reaplicadas quantas vezes forem necessárias para o controle da gramínea invasora. Os tratamentos serão avaliados pelos custos, pela riqueza, densidade e cobertura da vegetação nativa. Nossa expectativa é de que as plantas nativas remanescentes dentro das parcelas e nas áreas vizinhas não invadidas irão reocupar as parcelas tratadas, desencadeando a restauração da comunidade vegetal. Esperamos, com o estudo, não só esclarecer os mecanismos pelos quais a gramínea invasora leva a perdas de biodiversidade nas fisionomias campestres do cerrado, mas especialmente fornecer subsídios para manejo, conservação e restauração desses ecossistemas. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
A importância das pequenas plantas do Cerrado 
Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio:
Refazendo o Cerrado 
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