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Avaliação da doença arterial coronariana por angiotomografia computadorizada em pacientes adultos jovens HIV positivos

Processo: 13/08976-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Radiologia Médica
Pesquisador responsável:José Rodrigues Parga Filho
Beneficiário:José Rodrigues Parga Filho
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Luiz Raphael Pereira Donoso Scoppetta ; Marcus Picoral Pinto
Assunto(s):Ressonância magnética  Tomografia computadorizada  Cardiomiopatias  Doença das coronárias  Fibrose endomiocárdica  HIV  AIDS 

Resumo

A partir do advento da terapia antirretroviral (TARV) em 1996, a mortalidade relacionada à síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) vem apresentando redução expressiva. A maior sobrevida dos pacientes tornou a infecção pelo HIV uma doença crônica, na qual as doenças cardiovasculares são causa importante de morbidade e de mortalidade. Vários estudos tem demonstrado a associação do HIV com alterações cardíacas. As complicações mais frequentemente relatadas são vasculares, miocárdicas, endocárdicas, pericárdicas e tumorais. Entre essas, destacam-se a doença arterial coronariana (DAC) e as miocardiopatias tanto pela prevalência quanto pela morbidade e mortalidade relacionadas. Os mecanismos fisiopatogênicos da DAC nesse grupo de pacientes não estão completamente elucidados, mas acredita-se que a maior prevalência de fatores de risco cardiovasculares tradicionais e a ação cardiotóxica viral e mecanismos imunológicos estejam implicados e aceleram o processo de aterosclerose. Embora seja indiscutível o efeito terapêutico positivo da TARV, a DAC também é causada por alterações metabólicas secundárias ao tratamento prolongado como lipodistrofia, dislipidemia e hiperglicemia. Os estratificadores de risco cardiovascular convencionais, entretanto, não levam em consideração fatores de riscos comumente observados em pacientes HIV positivos. Nos últimos anos, grandes avanços na área de imagem cardiovascular, especialmente o desenvolvimento das tomografias de múltiplos detectores e de novas sequências de pulso de ressonância magnética cardíaca (RMC), aliados à maior qualidade de pós processamento das imagens, trouxeram a possibilidade de diagnóstico de alterações cardíacas antes das manifestações clinicas. A angiotomografia computadorizada das coronárias (ATCC) é um método que permite não só avaliar o grau da redução luminal e o número de segmentos coronarianos acometidos, como também os componentes formadores da placa aterosclerótica e o remodelamento positivo associado do vaso. Estudos prévios já demonstraram que essas alterações tem relação com maior incidência de síndromes coronarianas agudas em diversos contextos clínicos. Já a ressonância magnética cardíaca é o padrão ouro para avaliação da função ventricular e para caracterização e quantificação da fibrose miocárdica, também reconhecidos fatores prognósticos. Muitos estudos já demonstraram a maior prevalência de disfunção ventricular nessa população, mas os mecanismos fisiopatológicos envolvidos não estão completamente elucidados. Existem indicativos de que fibrose miocárdica intersticial possa estar implicada nesse processo. O objetivo do presente estudo é avaliar a prevalência de acometimento coronariano em pacientes HIV-positivos assintomáticos, e as características morfológicas das placas ateroscleróticas relacionadas. Além disso, como parte de um subestudo realizado simultaneamente, será avaliada a função ventricular e a presença de fibrose miocárdica através de ressonância magnética cardíaca. (AU)

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