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A estruturação da identidade em adolescentes com câncer: estratégias de enfrentamento (coping) e impacto psicossocial e outro projeto de pesquisa (conjunto USP/UP): saúde e cidadania: disparidades e necessidades em saúde reprodutiva e materno infantil

Processo: 14/03648-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Beneficiário:Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Pesquisador visitante: José Manuel Peixoto Caldas
Inst. do pesquisador visitante: Universidade do Porto (UP), Portugal
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Avaliação psicológica  Impacto psicossocial  Identidade  Adolescentes  Família  Neoplasias 

Resumo

Estado da arte: o câncer na adolescência é uma experiência especialmente crítica, pois dificulta a construção da identidade pessoal, afetando a socialização, e a formação da identidade sexual. Os jovens têm de gerir as exigências do confronto com uma ameaça vital e o sofrimento associados à doença e aos tratamentos, em simultâneo com os desafios e as crises desenvolvimentais próprios da sua faixa etária. A adaptação ao câncer é um processo contínuo, dinâmico e flexível ao longo do qual os adolescentes e suas famílias aprendem a ajustar-se emocionalmente, a solucionar problemas e a controlar acontecimentos relacionados com a doença. Assim, jovens e famílias necessitam de adquirir competências de ajustamento psicossocial e resiliência que facilitem a gestão do diagnóstico, das mudanças corporais continuas - alopecia, astenia, mutações corporais, amputações, entre outras - auxiliando-os a lidar com a agressividade das terapêuticas. A resposta do adolescente ao impacto dos tratamentos dependerá da sua idade, maturidade, capacidade para reagir ao estresse que envolve o luto da imagem corporal, perdas nas vivências e interações familiares e alterações de papéis relativos às suas dinâmicas, eventuais mudanças de status socioeconômico, desafios ou demandas associadas à religião e cultura a que pertence, e a reação da família à nova situação. Estas respostas podem ser transitórias ou provocar mudanças no comportamento mais ou menos continuadas no tempo. Estas mudanças comprometem a construção da identidade não só pelas referidas perdas associadas à alteração do seu papel familiar, mas especialmente pelas perdas afetivas e sociais relacionadas com o absentismo escolar, multiplicando-se os medos de rejeição por parte de seus pares. Objetivo geral: investigar os aspectos psicossociais e o impacto das estratégias de enfrentamento (coping) na estruturação da identidade em adolescentes com câncer. Objetivos específicos: investigar as possíveis implicações da doença no decorrer do desenvolvimento psicodinâmico e estruturação da identidade do adolescente; - Investigar os significados psicossociais inerentes à vivência da doença para os membros da família dos participantes desta pesquisa; - Sistematizar os elementos coletados e analisados em um Manual de Boas Práticas para que possam ser divulgados posteriormente aos profissionais de saúde, visando proporcionar mais um instrumento de enriquecimento de sua ação médico-terapêutica, preventiva, psicoterapêutica e educativa. Metodologia: Análise qualitativa baseada na entrevista semi-dirigida, a ser feita a pais, responsáveis sócio-sanitários e histórias de vida de adolescentes acometidos de doença neoplásica, posteriormente analisadas à luz da técnica de análise de conteúdo. Universo: Adolescentes entre os 12 a 18 anos acometidos de câncer, residentes na cidade de São Paulo, a receber tratamento nos hospitais A. C. Camargo e Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira. Expectativas: para fazer face aos tratamentos do câncer, o adolescente utiliza diferentes estratégias de enfrentamento (coping). Conhecer essas estratégias pode ser um caminho para proporcionar melhor qualidade de vida a esses pacientes. O presente estudo tem como objetivos apresentar uma revisão teórica sobre as mudanças que ocorrem no processo de desenvolvimento da adolescência, em seus aspectos biológicos, psicológicos e sociais; mostrar o adoecimento pelo câncer no adolescente e discutir suas estratégias de coping para superação das dificuldades advindas dessa vivência. De acordo com os objetivos aplicar-se-á os seguintes instrumentos: o AIDA (Assessment of Identity Development in Adolescent), (Tardivo e col., 2013); o FACT-G, versão 4 (Functional Assessment of Cancer Therapy General), (Cella e col., 1993); a Escala Reduzida de Ajustamento Mental ao Cancro MiniMAC, (Watson et al., 1988) e a Escala Coping With Health Injuries and Problems Scale CHIP (Endler e Parker, 1998). (AU)