Resumo
A utilização de Esteroides Androgênicos Anabólicos (EAA) em doses suprafisiológicas pode acelerar o desenvolvimento muscular, aumentando a força e a capacidade funcional em atletas. Entretanto, efeitos adversos sobre o sistema cardiovascular, tais como, alterações da pressão arterial, hipertrofia cardíaca, alteração no metabolismo de lípides e relatos de morte súbita em jovens com histórico de abuso de EAA tem sido observados. O que não está claro são os mecanismos que levam a estas alterações. Objetivos: Nesse estudo serão testadas as hipóteses de que em indivíduos usuários de EAA: 1. Além da redução de HDL-colesterol, ocorre adicional prejuízo da funcionalidade de suas sub-frações: HDL2 e HDL3; 2. Aumento da deposição de cálcio; 3. e fibrose intersticial no miocárdio; 4. Presença de disfunção diastólica precoce do ventrículo esquerdo; 5. Aumento da rigidez arterial e redução da velocidade de onda de pulso e consequente; 6. Alterações do controle barorreflexo espontâneo da frequência cardíaca e pressão arterial, bem como, a variabilidade da frequência cardíaca (domínio da frequência). Métodos: Serão estudados 50 indivíduos, separados em três grupos: 1) 20 indivíduos não usuários de Esteróides Androgênicos Anabólicos (NUEAA) praticantes de treinamento de força (intensidade de 80 a 90% de 1 repetição máxima); 2) 20 indivíduos usuários de Esteroides Androgênicos Anabólicos (UEAA), praticantes de treinamento de força (intensidade de 80 a 90% de 1 repetição máxima) que realizam auto-administração de esteroides há pelo menos 2 anos, que serão avaliados durante o pico do ciclo e; 3) 10 indivíduos sedentários saudáveis, denominado controle sedentário (CS). A avaliação clínica inicial, exame laboratorial e a dosagem urinária de esteroides anabólicos, serão realizados em todos os indivíduos. A composição corporal será feita através da densitometria computadorizada por absormetria radiológica de dupla energia (DEXA). Ressonância magnética do coração avaliará o score de cálcio, deposição de colágeno e/ou fibrose intesticial macroscópica e microscópica. Naqueles indivíduos que apresentarem um percentil de cálcio superior a 50, será realizada a angiotomografia de coronárias, a fim de diagnosticar o grau, a extensão, bem como, a presença de aterosclerose arterial coronariana obstrutiva precoce. A rigidez arterial e a velocidade de onda de pulso (VOP) serão avaliadas por meio da ultra-sonografia com doppler das artérias carótida e femoral. A avaliação da sensibilidade barorreflexa espontânea será realizada por meio de medida hemodinâmica não invasiva digital, batimento-a-batimento e será analisada a partir das oscilações momento-a-momento da frequência cardíaca e pressão arterial. (AU)
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