| Processo: | 14/10082-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional |
| Pesquisador responsável: | Cristina Dallemole Sartor |
| Beneficiário: | Cristina Dallemole Sartor |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Fisioterapia Terapia por exercício Reabilitação (terapêutica médica) Neuropatias diabéticas Marcha Publicações de divulgação científica Artigo científico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Exercício Terapêutico | marcha | neuropatias diabeticas | Reabilitação | Fisioterapia |
Resumo
INTRODUÇÃO: Déficits musculoesqueléticos nos pés de pacientes com polineuropatia diabética raramente são avaliados para que se realize uma prevenção adequada, apesar da sua alta prevalência.OBJETIVOS: Investigar os efeitos de uma intervenção que combina alongamento, fortalecimento e treino funcional sobre o processo do rolamento do pé durante a marcha, que será descrito por uma combinação de variáveis biomecânicas.MÉTODOS: Foi conduzido um ensaio clinico randomizado, com dois grupos paralelos e avaliador cego. Cinquenta e cinco pacientes diagnosticados com polineuropatia diabética e entre 45 a 65 anos de idade foram recrutados. Exercícios para tornozelos e pés e treino de marcha foram administrados duas vezes por semana, durante 12 semanas, em 26 pacientes alocados para o grupo intervenção, enquanto que 29 pacientes alocados para o grupo controle receberam o tratamento padrão recomendado pela equipe de saúde: tratamento farmacológico para diabetes e orientações de auto-cuidado para os pés. Ambos os grupos foram avaliados após as 12 semanas, e o grupo intervenção também após o follow-up (24 semanas). Os resultados principais são compostos por mudanças do rolamento do pé durante a marcha descritos pelo pico de pressão (PP). Resultados secundários são o tempo do pico de pressão (TPP), a integral da pressão (IP) em seis áreas plantares, a velocidade média do deslocamento do centro de pressão (COP), a cinética e cinemática de tornozelo no plano sagital, a função muscular intrínseca e extrínseca de pés e tornozelos e testes funcionais de pés e tornozelos. RESULTADOS: Apesar de não ter havido mudanças significativas na variável primária (PP) nas seis áreas plantares, comparações por intenção de tratamento mostraram uma suavização do contato do calcanhar (atraso do TPP, p=,03), melhor controle excêntrico no contato do antepé no solo (diminuição do momento extensor de tornozelo, p<,01); aumento na função de flexão de tornozelo (p<,05), antecipação do contato do antepé lateral quando comparado com o antepé medial (antecipação do TPP, p<,01), e aumento da participação do hálux (aumento do PP e PTI, p=,03) e dedos (aumento do PTI, tamanho de efeito médio). Também foram observados menor velocidade do COP (p=,05), e melhora da condição geral de tornozelo e pé (p<.05). Para a maioria das variáveis, os valores retornaram à condição anterior à intervenção após o período de follow-up (p<,05).CONCLUSÕES: A intervenção induziu mudanças discretas no rolamento do pé, porém no sentido de promover um processo mais fisiológico, descrito pela melhor distribuição de pressões plantares e melhora da condição do complexo pé-tornozelo. É necessário que haja monitorização contínua do estado dos pés associada à educação dos pacientes para que seja possível preservar a integridade dos músculos e articulações dos pés, bastante prejudicados pela polineuropatia diabética.REGISTRO DO ENSAIO CLÍNICO: ClinicalTrials.gov Identifier: NCT01207284 (AU)
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