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Effects of strengthening, stretching and functional training on foot function in patients with diabetic neuropathy. Results of a randomized controlled trial

Resumo

Déficits musculoesqueléticos nos pés de pacientes com polineuropatia diabética raramente são avaliados para que se realize uma prevenção adequada, apesar da sua alta prevalência. Investigar os efeitos de uma intervenção que combina alongamento, fortalecimento e treino funcional sobre o processo do rolamento do pé durante a marcha, que será descrito por uma combinação de variáveis biomecânicas. Foi conduzido um ensaio clinico randomizado, com dois grupos paralelos e avaliador cego. Cinquenta e cinco pacientes diagnosticados com polineuropatia diabética e entre 45 a 65 anos de idade foram recrutados. Exercícios para tornozelos e pés e treino de marcha foram administrados duas vezes por semana, durante 12 semanas, em 26 pacientes alocados para o grupo intervenção, enquanto que 29 pacientes alocados para o grupo controle receberam o tratamento padrão recomendado pela equipe de saúde: tratamento farmacológico para diabetes e orientações de auto-cuidado para os pés. Ambos os grupos foram avaliados após as 12 semanas, e o grupo intervenção também após o follow-up (24 semanas). Os resultados principais são compostos por mudanças do rolamento do pé durante a marcha descritos pelo pico de pressão (PP). Resultados secundários são o tempo do pico de pressão (TPP), a integral da pressão (IP) em seis áreas plantares, a velocidade média do deslocamento do centro de pressão (COP), a cinética e cinemática de tornozelo no plano sagital, a função muscular intrínseca e extrínseca de pés e tornozelos e testes funcionais de pés e tornozelos. Apesar de não ter havido mudanças significativas na variável primária (PP) nas seis áreas plantares, comparações por intenção de tratamento mostraram uma suavização do contato do calcanhar (atraso do TPP, p=,03), melhor controle excêntrico no contato do antepé no solo (diminuição do momento extensor de tornozelo, p<,01); aumento na função de flexão de tornozelo (p<,05), antecipação do contato do antepé lateral quando comparado com o antepé medial (antecipação do TPP, p<,01), e aumento da participação do hálux (aumento do PP e PTI, p=,03) e dedos (aumento do PTI, tamanho de efeito médio). Também foram observados menor velocidade do COP (p=,05), e melhora da condição geral de tornozelo e pé (p<.05). Para a maioria das variáveis, os valores retornaram à condição anterior à intervenção após o período de follow-up (p<,05). A intervenção induziu mudanças discretas no rolamento do pé, porém no sentido de promover um processo mais fisiológico, descrito pela melhor distribuição de pressões plantares e melhora da condição do complexo pé-tornozelo. É necessário que haja monitorização contínua do estado dos pés associada à educação dos pacientes para que seja possível preservar a integridade dos músculos e articulações dos pés, bastante prejudicados pela polineuropatia diabética. Registro do ensaio clínico: ClinicalTrials.gov Identifier: NCT01207284 (AU)

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