Busca avançada
Ano de início
Entree

Inovação na produção do cuidado em saúde bucal: possibilidades de uma nova abordagem na clínica odontológica para o Sistema Único de Saúde

Processo: 13/11668-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Carlos Botazzo
Beneficiário:Carlos Botazzo
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Carolina Rogel de Souza ; Celso Zilbovicius ; Cristina Salata Gasparini Fernandes Cunha ; Fabiana Schneider Pires ; Fernanda Campos de Almeida Carrer ; Graciela Soares Fonsêca ; Julie Silvia Martins ; Maria Aparecida de Oliveira ; Marlene Mieko Yamanaka Ikeda ; Simone Rennó Junqueira ; Sonomi Mirian Yano Takita
Bolsa(s) vinculada(s):15/05441-0 - Inovação na produção do cuidado em saúde bucal. possibilidades de uma nova abordagem na clínica odontológica para o Sistema Único de Saúde, BP.TT
15/05352-8 - Inovação na produção do cuidado em saúde bucal. possibilidades de uma nova abordagem na clínica odontológica para o Sistema Único de Saúde, BP.TT
Assunto(s):Saúde bucal  Setor público  Assistência odontológica  Estomatologia  Atenção primária à saúde  Sistema Único de Saúde  Clínica ampliada 

Resumo

Trata-se de projeto de intervenção, com vistas à inovação tecnológica na produção do cuidado em saúde bucal (SB). Parte do pressuposto que o modelo de atenção vigente reproduz, acriticamente, os parâmetros da odontologia de consultório privado e que a odontologia mantém-se em isolamento em relação ao conjunto das práticas de saúde no setor público. O modelo de atenção, e sobretudo a assistência, isto é, o cuidado com o paciente bucal, é julgado inadequado, de baixa cobertura e escassa oferta de cuidados. Por isso, é considerado obsoleto, o que é consistentemente debatido e evidenciado na literatura especializada. Pode ser caracterizado a partir dos seguintes pontos: dificuldades para superar o modelo de atenção em SB focado nos grupos populacionais tradicionalmente priorizados como escolares, pré-escolares e bebês; pouco avanço nas práticas de planejamento, relevando inabilidades da capacidade de governo das equipes de saúde bucal; o aumento da oferta de assistência odontológica não tem sido acompanhado pelo aumento da utilização, revelando barreiras de acesso que podem estar na forma de organização da prática clínica; inexistência de ações intersetoriais, que não é uma questão apenas da saúde bucal coletiva. Tem por objetivo principal experenciar as possibilidades da clínica ampliada de saúde bucal na Atenção Básica, na perspectiva da integralidade, e como objetivos específicos propor novas tecnologias para o cuidado em saúde bucal na Atenção Primária; compreender o espaço da clínica como lócus pedagógico; investigar os modos como socialmente é construída a demanda por serviços de saúde bucal ou as necessidades em saúde bucal na ótica do sujeito-paciente, e ainda analisar o modelo de atenção em saúde bucal no SUS, tendo como referência as Diretrizes para a Política Nacional de Saúde Bucal. O conceito de bucalidade garante aporte teórico suficiente aos propósitos.Como projeto multicêntrico, a pesquisa se desenvolverá em 4 campos distintos, a saber: unidades de saúde em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e em unidades de Recife, Pernambuco. Expressa as seguintes metas operacionais: 1) Propor, desenvolver e avaliar novas tecnologias de cuidado em saúde bucal; 2) Aprofundar a compreensão do processo de trabalho em saúde bucal; 3) Analisar a relação entre o paciente e a equipe de saúde bucal (oferta de serviços e necessidades de saúde do paciente); 4) Produzir material instrucional; 5) Divulgar a produção científica; 6) Consolidar a relação entre as equipes nos diferentes territórios.O estudo será realizado em 3 fases: a primeira consiste na observação participante, a segunda é a fase da pesquisa de intervenção, enquanto a terceira fase se caracterizará como monitoramento e avaliação ao longo do projeto. As duas primeiras fases terão supervisão de campo que será feita pelos pesquisadores vinculados ao projeto, in loco, e nas reuniões periódicas da equipe. A primeira fase desenvolver-se-á em caráter preliminar à intervenção e consistirá numa observação participante do trabalho na UBS/ESF como estratégia no conjunto da investigação para possibilitar compreensão e apreensão da realidade de saúde dos usuários em nível de generalidade clínica. A segunda fase do trabalho de campo realizar-se-á como pesquisa de intervenção em atividade experimental de clínica ampliada de saúde bucal, ou de odonto-estomatologia, nas unidades de saúde ou ESB. Esta atividade experimental será necessariamente integrada e partilhada com a equipe de saúde bucal da unidade. A terceira fase, de monitoramento e avaliação, prevê estudos epidemiológicos e de casos, com vistas à sistematização de informações de vários tipos, e o uso de diferentes abordagens da metodologia qualitativa como a pesquisa-ação, pesquisa-intervenção, etnometodologia, com utilização de múltiplas estratégias/técnicas como: observação (total, participante), entrevistas, grupos focais, diários e outras modalidades de inquéritos populacionais. (AU)