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A razão e a ordem: o Bispo José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho e a defesa ilustrada do Antigo Regime Português (1742-1821)

Processo: 14/06358-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de julho de 2014 - 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Nelson Mendes Cantarino
Beneficiário:Nelson Mendes Cantarino
Instituição-sede: Centro Universitário Álvares Penteado. Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):América Portuguesa  Biografias  História do Brasil Império  História do pensamento econômico 

Resumo

Último inquisidor-mor, bispo de Olinda e deputado eleito pelo Rio de Janeiro nas Cortes de Lisboa. A vida e a trajetória de José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho (1742-1821) são bem conhecidas da historiografia brasileira. Intransigente defensor da ordem estabelecida, Azeredo Coutinho distinguiu-se, inicialmente, com a publicação de memórias econômicas, abordando temas variados que vão desde o preço do açúcar até a defesa da justiça do comércio de escravos africanos; e por sua participação no governo da Capitania de Pernambuco. Esta pesquisa pretende analisar o pensamento econômico e as concepções políticas de Azeredo Coutinho. Seu ideário e ações serão abordados sob duas perspectivas. Num primeiro momento, faremos uma leitura crítica de seus escritos à luz de sua atuação pública. Procuraremos reconstituir seus referenciais teóricos, contextualizando-os a partir das questões que ele procurava responder. Neste percurso, terei sempre em vista sua colaboração com os ministros ilustrados na produção de uma ideia de Império, de inspiração luso-brasileira, em direção a uma solução mais ampla, de caráter imperial, tentando desanuviar as tensões Metrópole-Colônia. O segundo eixo de análise será retomar os elementos e implicações religiosas do pensamento econômico e político do bispo fluminense. Receoso de um mundo que se secularizava, buscou manter o passado atual, mas sem propor um retorno a ele. Reformista, acreditava que a destruição das estruturas históricas elaboradas por formas sociais mais antigas levaria a destruição da sociedade no seu caráter moderno. Foi nesse contexto intelectual que Azeredo Coutinho produziu sua defesa das prerrogativas do Trono, da legitimidade da autoridade da Igreja e da atualidade do Sistema Colonial. (AU)