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Investigação do dicloroacetato de sódio (DCA) para tratamento de neoplasias caninas: ensaios pré clínicos in vitro e in vivo

Processo: 14/04819-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2014 - 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Maria Lucia Zaidan Dagli
Beneficiário:Maria Lucia Zaidan Dagli
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias em animal  Cães  Antineoplásicos  Ácido dicloroacético 

Resumo

Nos dias de hoje, o câncer representa um dos maiores desafios para a ciência e para a prática médica no homem. Quanto aos animais, o problema não é diferente: há necessidade de se intensificar as pesquisas em Oncologia Veterinária, em todas as suas vertentes, particularmente no que concerne a novos tratamentos para neoplasias de animais. A eficiência de um agente antineoplásico para tratamento de um câncer específico pode ser definitivamente determinada por meio de ensaios clínicos. Entretanto, devido a razões éticas, as pesquisas têm de se iniciar em sistemas experimentais. O presente projeto tem por objetivo investigar o dicloroacetato de sódio (DCA) como uma possível nova terapia antineoplásica para tumores caninos, realizando ensaios pré clínicos in vitro e in vivo. O ácido dicloroacético, frequentemente abreviado DCA, é um análogo do ácido acético no qual dois dos três átomos de hidrogênios do grupo metila foram substituídos por átomos de cloro. O sal e ésteres do ácido dicloroacético são chamados dicloroacetatos. O dicloroacetato de sódio está sob investigação como um possível tratamento para o câncer. Neste projeto, o DCA será testado em cultivos primários de células neoplásicas caninas. Células neoplásicas oriundas de neoplasias espontâneas de cães (mamárias, ósseas, mastocitoma, melanomas e hemangiossarcomas) serão colhidas e cultivadas. Seguir-se-á o tratamento com DCA em doses referidas na literatura (0.5 mM, 1 mM, 2 mM, 5 mM, and 10 mM ) por 7 dias. Tanto a proliferação quanto a morte celulares serão quantificadas. Desde que mostrem resultados positivos in vitro, o DCA será testado in vivo em camundongos nude, xenotransplantados com os mesmos tumores (doses de 25 mg/kg, 75 mg/kg, ou 125 mg/kg). Os tumores serão mensurados por meio de paquímetro, e, após a eutanásia, serão colhidos, pesados e analisados histologicamente e por imuno-histoquímica. Esperamos, desta forma, avançar em novas terapias antineoplásicas, obtendo resultados importantes que permitirão, oportunamente, a condução de ensaios clínicos em cães. (AU)