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Dieta intermitente atenua neuroinflamação e déficit de memória induzido pelo LPS

Resumo

As infecções bacterianas sistêmicas muitas vezes resultam em um comprometimento cognitivo, sendo um fator de risco para demência. Atualmente não há tratamentos eficazes para o déficit cognitivo induzido por infecção sistêmica. Estudos anteriores demonstraram que a dieta intermitente (IF) pode aumentar a resistência dos neurônios a lesões e doenças, estimulando as respostas ao estresse celular. No entanto, pouco se sabe sobre o impacto da FI nos danos cognitivos associados a inflamação sistêmica e cerebral. Aqui mostramos que IF melhora as perdas cognitivas em um modelo de sepse induzida pela administração de LPS por um mecanismo que envolve a ativação de NF-kB, a supressão da expressão de citocinas pro-inflamatórias, e aumento das neurotrotinas (BDNF). A administração de LPS em animais submetidos a IF reduz os efeitos deletérios induzidos pelo estímulo inflamatório e também resultou na redução dos níveis hipocampais de RNAm que codificam o receptor Toll tip0-4 (TLR4) e a óxido nítrico sintase induzida (iNOS). Além disso, a IF impediu a elevação de interleucina (IL)-1 a, os níveis de IL -1 {3 e TNF- a induzido por LPS, e impediu a redução induzida por LPS dos níveis de BDNF no hipocampo. Finalmente, IF também atenuou as elevações dos níveis séricos de IL-1{3, interferão (IFN)-y, RANTES, TNF-a e IL-6 induzidas pelo LPS. Os nossos resultados sugerem que a IF induz respostas adaptativas protetoras no SNC. (AU)