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Disfunção endotelial e estado nutricional relativo ao selênio em pacientes pediátricos durante a fase aguda da resposta inflamatória sistêmica

Processo: 13/25801-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2014 - 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Heitor Pons Leite
Beneficiário:Heitor Pons Leite
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Emilio Lopes Junior ; Tulio Konstantyner
Assunto(s):Unidades de terapia intensiva pediátrica  Sepse  Disfunção endotelial  Estado nutricional  Nutrologia  Selênio 

Resumo

A disfunção endotelial que ocorre no choque em pacientes adultos tem sido amplamente demonstrada em estudos com biomarcadores específicos da ativação endotelial. Quando presente, sua intensidade associa-se ao prognóstico. Não existem, entretanto, estudos clínicos em crianças, e mesmo em adultos, que levem em consideração o estado nutricional e o papel do selênio na modulação da resposta adaptativa endotelial durante a fase aguda da resposta inflamatória secundária ao choque. Com este estudo pretende-se saber se a deficiência de selênio, além da concentração sérica de selênio, influi na magnitude da ativação endotelial que ocorre na resposta inflamatória sistêmica e se isto afeta o prognóstico do choque séptico em pacientes pediátricos. A hipótese é que o estado deficiente de selênio está associado a alterações dos marcadores biológicos de disfunção endotelial e que estas alterações, por sua vez, associam-se ao pior prognóstico clínico. Objetivos. (1) Identificar a associação entre o estado nutricional relativo ao Se e a magnitude da ativação endotelial em crianças durante a fase aguda da resposta inflamatória sistêmica. (2) Determinar se a ativação endotelial é capaz de predizer o prognóstico clínico na resposta inflamatória sistêmica. Metodologia. Estudo observacional prospectivo formado por pacientes com diagnóstico de Resposta Inflamatória Sistêmica em diferentes graus de intensidade. Os pacientes serão classificados conforme a intensidade da hipoperfusão tecidual nas primeiras 24h de admissão. O grupo I será formado por pacientes sem hipotensão (SIRS, Sepse e Sepse Grave) e o grupo II por aqueles com hipotensão (Choque Séptico e Falência Orgânica Múltipla). Os grupos serão comparados em relação ao estado nutricional em selênio conforme análises laboratoriais de selênio plasmático, selênio eritrocitário, atividade da GPx1 eritrocitária e Selenoproteina P. Durante a internação os pacientes serão avaliados quanto aos marcadores de ativação endotelial (sE-selectina, sICAM-1 e sVCAM-1) em três momentos distintos. A intensidade da ativação endotelial e os indicadores do estado nutricional em selênio serão comparados entre os grupos I e II. Resultados esperados. Caso a hipótese do estudo seja confirmada, os resultados poderão justificar a utilização de marcadores de ativação endotelial em futuros estudos que avaliem os benefícios de suplementação de selênio na prática assistencial, além de contribuir para a construção do modelo das propriedades não lineares do endotélio durante a resposta inflamatória sistêmica. (AU)