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Palavras como balas: imprensa e intelectuais antifascistas no Cone Sul (1933-1939)

Processo: 14/11529-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Maria Helena Rolim Capelato
Beneficiário:Maria Helena Rolim Capelato
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Intelectuais  Antifascismo  Imprensa  Política e governo 

Resumo

A tese apresenta uma análise sobre a circulação de ideias antifascistas entre intelectuais uruguaios, argentinos, brasileiros e franceses que pertenciam a associações dedicadas à luta contra o fascismo e pela "defesa da cultura" entre 1933 e 1939. Procuramos mostrar que os movimentos antifascistas do Cone Sul, embora compartilhassem de objetivos comuns, eram heterogêneos e tinham características próprias. Estas derivavam da multiplicidade de vozes presentes nas associações de intelectuais, o que contrapõe a ideia de que o antifascismo seria fruto da ação exclusiva dos partidos comunistas ou da coordenação da Internacional Comunista (IC). A pesquisa mostra também que o diálogo intelectual ocorrido no âmbito da luta antifascista conectou estes diferentes espaços, estabelecendo um debate de dimensão transnacional. As conexões entre os que exerceram o papel de mediadores neste debate foram estabelecidas por meio da imprensa, que serviu como elemento de mediação para o intercâmbio de ideias que acabou por atravessar as fronteiras nacionais do Cone Sul chegando até a França. (AU)