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A evolução genética do HIV entre indivíduos sobre tratamento antirretroviral

Processo: 14/01310-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Maria Cecilia Araripe Sucupira
Beneficiário:Maria Cecilia Araripe Sucupira
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Luiz Mário Ramos Janini ; Ricardo Sobhie Diaz
Bolsa(s) vinculada(s):16/18965-0 - A evolução da região V3 do gene env do HIV entre indivíduos sobre tratamento antirretroviral, BP.TT
Assunto(s):Infectologia  HIV-1  Evolução molecular  Diversidade genética  RNA viral  Antirretrovirais 

Resumo

O HIV-1 é notório pelos altos índices de replicação e alta diversidade genética gerada. Estas características são de fato essenciais para o sucesso deste patógeno propiciando evasão do sistema imune, seleção de variantes resistentes aos antirretrovirais e dificultando sobremaneira o desenvolvimento de vacinas preventivas. O tratamento antirretroviral impede a progressão da doença, mas não elimina por completo o processo inflamatório crônico propiciado pelo vírus. O tratamento antirretroviral também não erradica a infecção pelo HIV em decorrência da latência viral e possivelmente replicação viral residual, sendo fundamental a definição do papel de cada uma destas duas variáveis. Sendo a diversidade e divergência genética do HIV-1 fruto da replicação viral, um tratamento antirretroviral plenamente supressor deveria abolir a evolução genética deste patógeno. Nós hipotetizamos que o tratamento antirretroviral convencional que culmina com a carga viral indetectável não é plenamente supressor, sendo que desta forma haveria ainda uma janela de oportunidade para uma melhora na sua potência, fator fundamental para a cura esterilizante da infecção pelo HIV-1. O presente trabalho visa verificar a diversidade e divergência genética do HIV-1 em pacientes com tratamento antirretroviral supressor utilizando de forma inédita o sequenciamento paralelo maciço. Serão avaliados 50 pacientes da coorte de tratamento do HIV da UNIFESP em dois momentos: pré-tratamento antirretroviral e após quatro anos do início de tratamento antirretroviral com carga viral indetectável. Amostras de sangue estocadas serão submetidas à extração do RNA viral e DNA proviral e as regiões do gene env codificadoras da alça C2V3 e gp41 serão amplificadas por nested-PCR. Em seguida, os produtos de PCR serão submetidos ao sequenciamento paralelo maciço e as sequências geradas analisadas filogeneticamente. Serão analisados marcadores inflamatórios, marcadores de translocação bacteriana e interleucinas antes do início e após período de tratamento vis a vis diversidade e divergência genética do HIV-1. (AU)