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Análise das moléculas ativadoras CD69 e CD28 e reguladora CTLA-4 de células t CD4 e expressão de células Treg CD4+CD25+FOXP3+ no sangue periférico e baço de camundongos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) induzido por pristane

Processo: 14/09627-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Claudia Goldenstein Schainberg
Beneficiário:Claudia Goldenstein Schainberg
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Francisco Garcia Soriano ; Suzana Beatriz Verissimo de Mello
Assunto(s):Reumatologia  Lúpus eritematoso sistêmico  Antígenos CD69  Antígeno CTLA-4  Linfócitos T CD4-positivos  Linfócitos T reguladores  Pristane 

Resumo

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença auto-imune que atinge cerca de 1 a cada 1.700 mulheres no Brasil. Possui etiologia complexa envolvendo fatores ambientais, genéticos e hormonais. É multissistêmica e caracterizada pela perda da auto-tolerância imunológica com ativação e proliferação de células T auto-reativas e produção de mediadores inflamatórios e de auto-anticorpos. O receptor primário de ativação CD69 e a molécula co-estimuladora CD28 são essenciais para manter a ativação e proliferação de células T CD4 auto-reativas. Já o CTLA-4 funciona como um regulador destas células, inibindo sua ativação e proliferação. A atividade de células T CD4 auto-reativas também é controlada por células T supressoras/reguladoras (Treg) CD4+CD25+FoxP3+. Em pacientes com LES, a expressão de CD69 é aumentada e de células Treg é reduzida, porém o papel exato destas anomalias imunológicas na doença ainda carece de estudos. Modelos experimentais que desenvolvam síndromes semelhantes à patologia humana são importantes. A administração de pristane em camundongos Balb/c induz respostas inflamatórias e produção de auto-anticorpos, reproduzindo fatores sorológicos, histopatológicos e clínicos do LES humano. Porém é importante ressaltar que os dados disponíveis atualmente não descrevem e nem explicam todas as anomalias imunológicas observadas nesta patologia. Desta forma, no intuito de compreender o início e a perpetuação do desequilíbrio imuno homeostático no modelo de LES induzido por pristane, os objetivos deste trabalho são avaliar, no lavado peritoneal, sangue e baço destes camundongos, a expressão de: 1) células ativadas por meio da expressão dos receptores de ativação CD69 e CD28; e 2) células Treg, sugerindo que este modelo possa fornecer novos conhecimentos sobre as anomalias imunológicas encontradas no LES contribuindo para a compreensão e entendimento da patologia humana. (AU)