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Roland Barthes e a revelação profana da fotografia

Processo: 14/50330-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de julho de 2014 - 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Comunicação Visual
Pesquisador responsável:Leda Tenório da Motta
Beneficiário:Leda Tenório da Motta
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

O presente manuscrito aborda a teoria barthesiana para a fotografia. Acompanhando sua progressiva elaboração, ao longo de três décadas, enfoca o surpreendente abandono da questão dos mitos fotográficos midiáticos pelo último Barthes e a introdução do hoje clássico conceito de punctum. Nesta derradeira versão, em que o semiólogo das mitologias passou, inesperadamente, a ver certa justeza em parte das imagens fotográficas que nos cercam, o punctum está para o studium assim como a representação motivada está para a contingente. Tal como definido por Barthes, o punctum é um não sei que que vem do quadro da foto interpelar seu contemplador, ao passo que o studium nada mais faz que recubra um ponto de informação, num mundo por demais informado e clicado. Trata-se de remeter os dois conceitos a duas tradições gregas bem distintas: a linha platônica de denúncia dos simulacros e dos vãos reflexos, sempre evocada a propósito das imagens técnicas, e a linha mitológica das Górgonas, entidades ateadoras, entre as quais está a Medusa, cujo olhar petrifica quem as ouse mirar. Espera-se com essa pequena escavação arqueológica que vai de as mitologias até a câmara clara oferecer subsídios para uma reflexão em profundidade sobre o comportamento dos espectadores na sociedade do espetáculo e sobre a figuração do outro na contemporaneidade. (AU)

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