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Elevada eficiência da hipertermia associada a nanopartículas magnéticas de polifosfato no tratamento do câncer oral

Processo: 14/12685-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Paula Rahal
Beneficiário:Paula Rahal
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil

Resumo

A Nanoterapia aplicada ao tratamento do câncer está em constante evolução, e novas abordagens para as técnicas atuais, tais como a magneto-hipertermia, estão sendo implementadas a fim de resolver e minimizar as limitações das estratégias terapêuticas convencionais. O objetivo deste estudo foi investigar a ação de nanopartículas de maguemita revestidas por polifosfato (MNPs) em carcinoma oral de células escamosas. Células de câncer oral humano (UM-SCC14A) foram incubadas com MNPs em diferentes concentrações e submetidas a testes de proliferação celular (MTT), ensaios de apoptose e análise de imagem por microscopia eletrônica de transmissão. Os resultados dos ensaios de viabilidade e de morte celular foram tempo e dose-dependentes. Estes testes in vitro mostraram que a concentração intermediária testada não apresentou toxicidade significativa, como foi confirmado por microscopia eletrônica de transmissão. Por esta razão, tal concentração de MNPs foi escolhida para os ensaios in vivo subsequentes. A indução de tumor por via oral foi realizada aplicando-se o carcinógeno DMBA nos hamsters sírios, e os animais foram então tratados por magneto-hipertermia associada a MNPs. Não foram observados sintomas clínicos gerais de toxicidade ou reações comportamentais anormais. No entanto, os animais tratados com MNPs e expostos ao campo magnético alternado no procedimento de hipertermia exibiram uma regressão significativa do câncer tempo-dependente, como foi confirmado por análises histopatológicas e imuno-histoquímicas. Em termos quantitativos da eficácia da magnetoterapia envolvendo tais MNPs revestidas por polifosfato, foi observada recuperação de 100% (12/12) dos cânceres orais nos hamsters sírios, sete dias após o tratamento com o procedimento de magneto-hipertermia. Dessa forma, os dados sugerem que a hipertermia mediada por MNPs representa uma estratégia promissora para o tratamento de câncer oral. (AU)