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Construção do perfil de metilação do DNA de portadores do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) utilizando as técnicas de MLPA (multiplex Ligation Probe-dependent amplification) e arrays

Resumo

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma síndrome comportamental que tem início na infância e afeta aproximadamente 5,3% de crianças no mundo. Em virtude de sua etiologia complexa, até o momento não há marcadores biológicos para o TDAH. Contudo, sua alta herdabilidade aponta para uma forte influência de fatores genéticos e/ou epigenéticos. A metilação do DNA é um dos principais mecanismos epigenéticos, e está associada com o silenciamento transcricional de genes em ilhas CpG. Portanto, torna-se necessário investigar se as alterações genéticas do TDAH estão relacionadas à ativação ou inativação de genes por meio da metilação do DNA. Indivíduos (n=30) com até 16 anos de idade com diagnóstico clínico de TDAH e seus pais serão recrutados no ambulatório da Unidade de Genética do Instituto da Criança (ICr) do Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) para participar do estudo. Amostras de sangue serão coletadas, das quais será realizada a extração de DNA linfocitário. Ensaios de metilação serão realizados através das técnicas de MLPA (Multiplex Ligation Probe-dependent Amplification) e array para verificar o status de metilação em ilhas CpG de diversas regiões do genoma. Além disso, será realizado o array de SNPs para uma melhor compreensão dos achados de metilação. Os dados serão analisados através de programas específicos e checados nos bancos de dados genéticos disponíveis na internet. Finalmente, as relações entre os dados epigenéticos obtidos e o fenótipo dos indivíduos com TDAH serão feitas a fim de traçar um perfil de metilação em ilhas CpGs em indivíduos com TDAH. (AU)