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Inscrições sobre índios e paisagens nos aldeamentos

Resumo

Neste livro o acontecimento da montagem dos aldeamentos indígenas do Império (1645-1898) é focalizado em dois momentos. Inicialmente, percorremos trechos ainda bastante intactos da Mata Atlântica, florestas que acolhiam (e acolhem hoje) povos falantes das línguas Guarani e Jê, trilhas que nos conduzem pelo sertão de São Paulo e Minas Gerais, percurso obrigatório dos naturalistas que convergiram para o Brasil depois da Abertura dos Portos (1808). Na Fazenda da Mandioca, propriedade do Conde Langsdorff, acompanhamos os debates e a construção de alguns consensos sobre a natureza dos trópicos e o destino das populações da América, como também experiências sobre as condições de adaptabilidade dos imigrantes, naquele que foi um esforço inédito e em alguns casos inigualável de classificação da fauna e da flora do continente sul-americano. Na sequencia, a correspondência e os relatórios inéditos dos missionários capuchinhos mendicantes italianos, produzidos nos aldeamentos indígenas do Paraná e São Paulo, nos dão acesso ao que constitui para a antropologia uma instigante descontinuidade na série de registros da ação missionária cristã: o programa de "Catequese e Civilização" e a dinâmica dos coletivos Guarani e Jê-Meridionais diante deste novo regime pautado pela convivência nos aldeamentos, pela figura jurídica da tutela do estado e pela redefinição de seus territórios nativos. (AU)

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