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VI Encontro de (Etno) Musicologia de Ribeirão Preto

Processo: 14/12858-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 16 de outubro de 2014 - 18 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Música
Pesquisador responsável:Marcos Câmara de Castro
Beneficiário:Marcos Câmara de Castro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Composição musical  Musicologia  Vanguarda  Teoria crítica 

Resumo

Sob a influência dos escritos de Schoenberg, foi a linhagem serialista que se tornou dominante nas instituições e no ensino da música nova. Os experimentos dos primeiros modernistas com suas representações de outros - fossem exóticos, nacionalistas ou populistas - deram lugar a um formalismo cada vez mais abstrato, cientificista e racionalista baseado na negação total ou parcial da tonalidade. A estética de Adorno, buscando fundar uma filosofia da música contemporânea, constrói uma ética política que rejeita a intrusão, na música, das lógicas comerciais, tornando-se assim muito severo com as práticas musicais comerciais, levando às vezes à confusão os leitores que buscavam na Escola de Frankfurt uma filosofia emancipadora que acompanhasse a evolução de seu gosto musical. Como experiência de multidão, relativamente nova na história, é preciso identificar qual a ação cultural possível que permita aos meios de massa transmitir valores culturais. Se a arte aristocrática do passado correspondia a uma sociedade de baixo consumo", até que ponto devemos justificar, a permanência de uma visão estética aristocrática dentro da sociedade de massas?O aparato conceitual de Adorno não lhe permite considerar como a indústria de gravação era multifacetada, composta de uma mistura de pequenas e independentes companhias e grandes conglomerados, e como a interação entre esses setores teriam implicações no tipo de obra produzida.A música erudita contemporânea floresceu sob a proteção estatal do mercado assistido e da academia, e às vezes também na indústria de entretenimento (como nas trilhas de filmes de terror...). Não é errado dizer que a indústria da música reposicionou os clássicos em um nicho maior e altamente lucrativo na cultura consumista contemporânea; o que nos leva a concluir que não é a música clássica que está em crise, mas a maneira de pensá-la. (AU)