Busca avançada
Ano de início
Entree

Construção morfológica da palavra

Processo: 14/15294-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Ieda Maria Alves
Beneficiário:Ieda Maria Alves
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Gramática  Português do Brasil  Morfologia (linguística)  Morfema  Léxico 

Resumo

O Projeto Gramática do Português Falado teve início na UNICAMP (1988), envolvendo 12 universidades brasileiras, totalizando 32 pesquisadores. O Projeto objetiva preparar uma gramática de consulta com base nos materiais levantados anteriormente pelo Projeto NURC do Brasil. Foram organizados cinco grupos de trabalho, cada um com um coordenador, sob a coordenação geral de Ataliba T. Castilho: Fonética e Fonologia (Bernadete Abaurre), Morfologia (Margarida Basílio, Ângela Rodrigues), Sintaxe das relações gramaticais (Mary Kato), Sintaxe das classes de palavras (M. Helena Neves) e Organização textual-interativa (Ingedore Koch). Resultados parciais foram publicados na série Gramática do Português Falado, com 8 vol. (Ed. Unicamp). Presentemente, as equipes trabalham na consolidação dos resultados, de que resultará a gramática propriamente dita (6 vol.).O volume Construção Morfológica da Palavra representa o número 6 da gramática propriamente dita. Coordenado por Ângela C. Rodrigues e Ieda M. Alves, é dedicado ao estudo da Morfologia, Derivacional e Flexional.A Morfologia Derivacional (Parte 2) é estudada em quatro capítulos.O capítulo dedicado à derivação prefixal estuda os morfemas prefixais de acordo com os grupos semânticos que assumem ao prefixarem-se a uma base - espacialidade e temporalidade; intensidade; negação, oposição e favorecimento; quantidade e dimensão - e descreve-os segundo as bases a que se afixam e os significados que atribuem à unidade lexical construída. Organizado de maneira distinta, o capítulo dedicado à derivação sufixal classifica e apresenta os sufixos de acordo com as classes de palavras que esses afixos podem construir, bem como quanto às classes de palavras às quais podem se juntar: sufixos nominais, sufixos verbais, sufixo formador de advérbios. A unidade lexical composta apresenta, no português brasileiro, uma gama de diferentes construções. Compostos podem ser constituídos por duas ou mais bases livres, por bases presas, por bases livres e presas. Diferentes classes gramaticais entram na construção desses compostos, algumas vezes conectados por conjunções (cap. 3). O processo da composição abrange outros tipos de compostos, em que a relação entre a Morfologia e a Sintaxe é também claramente manifestada. Trata-se da composição sintagmática, na qual os membros integrantes de um segmento frasal estabelecem uma relação, morfológica e semântica, de forma a constituírem uma única unidade lexical. Um tipo específico de composição sintagmática constitui a composição acronímica ou por siglas, em que um composto sintagmático é representado por meio de uma forma reduzida (cap. 4 e 5, respectivamente).A Morfologia Flexional (Parte 3) é estudada em 6 capítulos.Com base no pressuposto de que a flexão constitui processo de expressão de categorias gramaticais no corpo do vocábulo mórfico flexionável, mais especificamente, do nome e do verbo, contemplamos o processo de construção morfológica do vocábulo flexionado, a que acrescentamos observações sobre as unidades mínimas significativas que compõem o vocábulo flexionado, os morfemas, e as relações estabelecidas entre elas na forma de uma palavra (Introdução e cap. 1). Por outro lado, como uma mesma categoria gramatical, como as de Tempo e Modalidade, podem ser explicitadas por estratégias formais diferentes, desenvolveu-se o estudo da questão da auxiliaridade no âmbito da Morfologia Flexional do Português (cap. 2).Dada a relação obrigatória estabelecida entre flexão e semântica e a consciência de que a interpretação semântica das formas não se esgota no plano do vocábulo formal, considerou-se o vocábulo no seu contexto sintático, quer no nível do sintagma nominal, quer no nível da frase. Sugerimos um tratamento sintático-semântico das formas flexionadas (cap 4 e 5). Foram considerados traços pragmático-discursivos na descrição do processo de flexão verbal modo-temporal, fundamentais para a interpretação semântica das formas verbais (cap.6). (AU)