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O intelectual feiticeiro: Edison Carneiro e o campo de estudos das relações raciais no Brasil

Processo: 14/06816-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia das Populações Afro-brasileiras
Pesquisador responsável:Luiz Gustavo Freitas Rossi
Beneficiário:Luiz Gustavo Freitas Rossi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Relações raciais 

Resumo

Esta tese investiga a trajetória social e intelectual de Edison Carneiro (1912-1972). Não se trata, contudo, de uma biografia ou de uma interpretação da totalidade da obra do autor. Antes, o foco do trabalho recai sobre os aspectos da prática e produção intelectuais de Edison Carneiro que dão conta de seu envolvimento com o campo de estudos, ao qual ele esteve mais sensivelmente ligado, a saber: o campo de estudos das relações raciais e das culturas de origem africana na sociedade brasileira. Buscou-se, neste sentido, recompor a trama complexa de coordenadas históricas, sociais e biográficas que não somente permitiram a inserção de Edison Carneiro no debate sobre a "questão negra" brasileira, mas também condicionaram as estratégias de "sobrevivência" intelectual por ele adotadas em um contexto de intensas transformações, destravadas pela institucionalização das ciências sociais no país. As conclusões desta tese, portanto, dizem respeito tanto às formas como Edison Carneiro construiu sua carreira intelectual, apreendida à luz dos constrangimentos associados a sua condição de polígrafo e "intelectual de província", quanto aos modos como essa carreira entrelaça e expressa alguns dos dilemas decisivos para se compreender a constituição e o desenvolvimento de debate racial brasileiro, a partir da década de 1930. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Edison Carneiro: o Ogã comunista