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I Seminário Juventudes e a nova cultura do trabalho

Processo: 14/13086-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 19 de novembro de 2014 - 21 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Jacob Carlos Lima
Beneficiário:Jacob Carlos Lima
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Sociologia do trabalho 

Resumo

A proposta é debater a flexibilização presente nas novas formas de produção, nas novas tecnologias e na organização do trabalho que privilegiam o jovem como o trabalhador ideal, propenso à inovação, às mobilidades exigidas pelas mudanças espaciais e temporais dos lócus de trabalho, assim como às fragilidades dos vínculos contratuais. Essa nova cultura do trabalho se imbrica com culturas juvenis que tem no consumo seu objeto de desejo e no trabalho criativo uma perspectiva de realização pessoal, alimentadas por ideologias de autonomia e empreendedorismo, frente a uma rigidez anterior do trabalho assalariado e regular. Entretanto, essa realização é restrita e assume diversas configurações decorrentes de recortes de classe. Observamos, por um lado, as ocupações/profissões socialmente valorizadas, vinculadas a novas tecnologias e aos modelos organizacionais flexíveis, marcadas pelo o conhecimento e pela "imaterialidade" dos produtos. Seriam os trabalhadores das "indústrias criativas", sejam elas tecnológicas e/ou artísticas, marcadas por uma diversidade de contratos de trabalho, de prestígio e valorização identitária, que tem na inovação quase que um sinônimo de juventude. Por outro lado, temos as atividades menos glamourosas e mais precárias, vinculadas a novas formas de produção formal, nas quais os jovens são preferidos como: cadeias de fast-food, supermercados, lojas de departamentos; e atividades informais no comércio ambulante, vendas a domicílio, atividades ilícitas e criminais, em que vive-se o imediato, sem perspectivas de continuidade e no qual o consumo é percebido como forma de inserção. Englobam jovens com baixa escolaridade e qualificação (embora nem sempre), nas margens do mercado de trabalho formal. Em comum pode-se falar de culturas juvenis nas quais o trabalho assume valorização e representações simbólicas diferenciadas, frente aos grupos de referência, como a família, amigos e conhecidos. (AU)