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Efeitos de agonistas e antagonistas adenosinérgicos no processamento emocional, social e pré-atencional de um modelo animal de esquizofrenia

Processo: 14/06961-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Mariana Bendlin Calzavara
Beneficiário:Mariana Bendlin Calzavara
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Vanessa Costhek Abílio
Assunto(s):Psicofarmacologia  Adenosina  Atenção (processos psicológicos)  Esquizofrenia  Memória emocional  Modelos animais 

Resumo

Acredita-se que a manifestação da esquizofrenia e, consequentemente, o estado hiperdopaminérgico estriatal característico dessa doença sejam o resultado final de modificações que emergem da interação de fatores genéticos, ambientais e relacionados ao desenvolvimento neural ao longo da vida. Essa ideia suporta a hipótese do neurodesenvolvimento da esquizofrenia. Paralelo a essa ideia, o sistema dopaminérgico está classicamente associado à fisiopatologia dessa doença, uma vez que bloqueadores do receptor dopaminérgico D2 compreendem a principal classe de fármacos usada na sua terapia. Algumas evidências apontam para uma interação entre esse sistema e o sistema purinérgico. As purinas, e entre elas a adenosina, parecem ter um papel modulador. Assim já se demonstrou que receptores D2 e A2a (adenosinérgico) são co-localizados e que a adenosina, quando estimula o A2a, leva a uma diminuição da ação da dopamina no D2. Entretanto, a real implicação dessas interações no neurodesenvolvimento e na fisiopatologia da esquizofrenia ainda não foi muito bem estabelecida.Esse projeto tem como objetivo principal caracterizar a participação da interação adenosina/dopamina na esquizofrenia, por meio da utilização de agonistas e antagonistas dos receptores adenosinérgicos, A1 e A2a, e seus efeitos sobre a interação social, a hiperlocomoção, o medo condicionado, e a inibição pré-pulso, testes comportamentais que contemplam três grandes pilares dessa doença: sintomas negativos e positivos, e cognitivos (processamentos pré-atencional e emocional). Pretendemos contribuir para o melhor entendimento da fisiopatologia da esquizofrenia que permitirão traçar estratégias de prevenção e terapia. (AU)