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Intestino delgado e engenharia de tecidos: desafios da medicina regenerativa

Processo: 13/19940-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Alexandre Bakonyi Neto
Beneficiário:Alexandre Bakonyi Neto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Carla Adriene da Silva Franchi ; Elenice Deffune ; Maria Aparecida Marchesan Rodrigues Kobayasi
Assunto(s):Engenharia tecidual  Síndrome do intestino curto  Cultura de células  Intestino delgado  Transplante de órgãos  Tecidos suporte 

Resumo

A Síndrome do Intestino Curto é uma condição em que a superfície da mucosa intestinal é insuficiente para permitir a absorção adequada de nutrientes, para manter o peso corporal e para o suporte de vida.Esta entidade tem etiologia multifatorial, podendo ocorrer na população pediátrica devido a ressecções intestinais extensas consequentes de gastrosquises, enterocolite necrosante, volvo de intestino médio, tumores abdominais e onfaloceles, como também em doenças que se caracterizam por distúrbios funcionais decorrentes da aganglionose sistêmica (Doença de Hirshchsprung) e da Doença de inclusão das microvilosidades intestinais. Nos adultos, as ressecções intestinais extensas são decorrentes de Doenças Intestinais Inflamatórias (Doença de Crohn), traumas abdominais complexos, eventos vasculares tromboembólicos e por tumores extensos com envolvimento do pedículo da artéria mesentérica superior são causa de Síndrome do Intestino Curto. O intestino residual não deve ser classificado como curto apenas pela extensão do remanescente, mas principalmente pela ausência de adaptação.Apesar do suporte oferecido pela nutrição parenteral prolongada e dos mecanismos compensatórios que podem ocorrer no intestino remanescente, a má absorção origina situações de difícil controle clínico em longo prazo, com elevados índices de morbidade e mortalidade.Paralelamente, na dependência do comprimento do intestino delgado remanescente, várias técnicas cirúrgicas foram descritas para proporcionar a diminuição do tempo de trânsito intestinal para aumentar a capacidade absortiva ou alongamento do intestino residual. Porém, existem limitações para seu emprego efetivo, com taxas variáveis de sucesso.Após o desenvolvimento de inúmeras pesquisas experimentais direcionadas para o tratamento da Síndrome do Intestino Curto, o transplante de intestino delgado surgiu como uma alternativa atraente nestes casos.A rejeição do enxerto transplantado ainda é a complicação primária mais frequente, além das complicações infecciosas decorrentes da imunossupressão. Apesar dos avanços dos agentes farmacológicos, incluindo antibióticos, antivirais e antifúngicos, a sepse se mantém como a causa de óbito no pós-operatório, desencadeando períodos de internações prolongadas e de custo elevado às instituições financiadoras. Além do mais, o custo do transplante varia de $200.000,00 a $400.000,00, podendo atingir valores como $1.000.000,00 nas complicações.Tendo em vista resultados abaixo das expectativas com as inúmeras modalidades terapêuticas para o tratamento da Síndrome do Intestino Curto, a Engenharia de Tecidos vem sendo estudada com intuito de, um dia, beneficiar pacientes com perda dos órgãos gastrointestinais, proporcionando uma substituição de tecido com morfologia e função semelhante ao tecido nativo.Neste sentido, o presente estudo tem como objetivo implantar técnicas de engenharia de tecidos, através de tratamento enzimático para descelularização de cólon de ratos Wistar e recelularização ex-vivo com unidades organoides epiteliais do intestino delgado autólogo, com vistas à produção de novos segmentos de intestino delgado em laboratório. (AU)