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Prótese parcial fixa com cantilever sobre implantes em região posterior da mandíbula: avaliação do desajuste vertical, afrouxamento de parafusos, resistência à flexão e distribuição de tensões por meio da fotoelasticidade

Processo: 14/11860-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de junho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Materiais Odontológicos
Pesquisador responsável:Maria da Gloria Chiarello de Mattos
Beneficiário:Maria da Gloria Chiarello de Mattos
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Renata Cristina Silveira Rodrigues Ferracioli ; Ricardo Faria Ribeiro
Assunto(s):Prótese dentária  Prótese parcial fixa  Perda do osso alveolar  Parafusos protéticos  Fotoelasticidade 

Resumo

Nos casos de perda óssea vertical severa, principalmente em áreas posteriores da mandíbula, uma alternativa às cirurgias de enxerto ósseo, pouco empregada e estudada, é a utilização de prótese parcial fixa (PPF) com cantilever distal. Pensando no material de infraestrutura que garanta resistência adequada para suportar as forças mastigatórias em longo prazo, aliado ao desenvolvimento da zircônia (Zr) e da tecnologia CAD/CAM, o objetivo deste estudo é avaliar o desajuste vertical, a perda de torque e a resistência à fratura do cantilever em PPFs sobre implantes com diferentes plataformas (cone morse e hexágono externo), confeccionadas em diferentes materiais de infraestrutura (Zr e Co-Cr [CAD/CAM] e Co-Cr [Fundição Convencional]) e posicionadas na área correspondente à região posterior da mandíbula. Adicionalmente, objetiva-se também avaliar a distribuição de tensões entre planejamentos com cantilever distal e mesial e verificar se a simples substituição destes cantileveres por implante curto (5 mm) diminui a concentração de tensões. Serão confeccionadas 72 PPFs com cantilever distal e separadas em 2 grandes grupos (n=36) em função do implante utilizado: cone morse e hexágono externo. Cada grupo apresentará 4 subgrupos (n=9) em função do material da infraestrutura: 1 - Zr (CAD/CAM); 2 - Co-Cr (CAD/CAM); 3 - Co-Cr (Fundição convencional - soldagem a laser); 4 - Co-Cr (Fundição convencional - soldagem TIG). A análise do desajuste vertical será realizada antes da prensagem da cerâmica, bem como imediatamente antes e após a ciclagem mecânica, com o auxílio do microscópio ótico comparador com precisão de 1 µm e aumento de 40x. A avaliação do afrouxamento de parafusos será realizada antes e após a ciclagem mecânica e será obtida com o auxílio de um torquímetro digital com precisão de 0,1 N.cm. Para a realização da ciclagem mecânica as próteses serão posicionadas na máquina de ensaio e, sobre elas, será aplicada a carga de 50 N, buscando simular 2 anos de utilização (600.000 ciclos). A resistência máxima à fratura do cantilever, em 8 PPFs por grupo, será determinada por meio do ensaio de flexão e, para isso, uma carga perpendicular ao longo eixo da peça protética será aplicada com uma velocidade de aproximação de 2mm/min. A 9ª PPF de cada grupo será utilizada para avaliação da distribuição de tensões por meio da fotoelasticidade, quando forem submetidas a carregamento oclusal distribuído (150 N) e puntiforme no cantilever (100 N). Em um segundo momento, a análise fotoelástica qualitativa e quantitativa será utilizada para avaliar a distribuição de tensões de 4 planejamentos: A (2 implantes [dentes 45 e 46] + cantilever distal [dente 47]), B (Cantilever mesial [dente 45] + 2 implantes [dentes 46 e 47]); C (2 implantes [dentes 45 e 46] + 1 implante curto [dente 47]) e D (1 implante curto [dente 45] + 2 implantes [dentes 46 e 47]). (AU)