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Ímãs de terras-raras anisotrópicos produzidos por sinterização

Processo: 13/50693-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Metalurgia de Transformação
Pesquisador responsável:Suzilene Real Janasi
Beneficiário:Suzilene Real Janasi
Empresa:Imag Indústria e Comércio de Componentes Eletrônicos Ltda (IMAG)
Município: Ribeirão Pires
Assunto(s):Propriedades magnéticas  Imãs  Sinterização  Terras raras 

Resumo

Imãs permanentes de NdFeB são utilizados na fabricação de laptops, tablets, smartphones, carros híbridos e elétricos e aerogeradores devido a suas excelentes propriedades magnéticas. A crescente demanda por estes ímãs e o aumento dos preços das terras raras devido às restrições de cotas de exportação impostas pela China, fez com que diversos países se empenhassem no sentido de encontrar alternativas para suprir suas necessidades por terras raras. No Brasil, que detém uma reserva considerável de terras raras, o governo resolveu incentivar as mineradoras a explorarem estas reservas. A CBMM foi a primeira empresa fora da China a desenvolver tecnologia para processamento de cério, lantânio, neodímio e praseodímio e seu próximo passo será a captação de empresas interessadas pela compra do produto. A multinacional canadense MBac Fertilizantes pretende investir na exploração de óxidos de terras raras em Araxá (MG) em 2016. A Vale já está trabalhando em Patrocínio (MG), para entrar nesse mercado em 2015. O governo ainda pretende investir R$ 11 milhões em pesquisa até 2016 para desenvolver tecnologia de exploração e criar uma cadeia produtiva de ímãs de terras raras, os principais consumidores de terras raras. Neste sentido, o que este projeto propõe é nacionalizar a fabricação de ímãs de terras raras sinterizados anisotrópicos por métodos comercialmente empregados de modo a fomentar o uso de terras raras e assim criar subsídios para constituir uma cadeia produtiva no Brasil. Outro desafio tecnológico a ser superado é desenvolver processos alternativos que permitam reduzir o teor de Dy nos ímãs de NdFeB e aumentar sua coercividade. Os principais mercados que se procura atingir com a nacionalização deste produto é o automotivo e o de motores elétricos para diversas aplicações. A aposta é que com o advento do Plano Brasil Maior, mais especificamente o que trata do regime automotivo, os sistemistas, para se adequarem às metas estipuladas no referido plano, venham a ter que consumir internamente este insumo. Ligas de NdFeB com composição 15:77:8 (Nd:Fe:B) serão produzidas a partir das matérias-primas FeB, Fe e Nd por "strip casting". Para a produção dos ímãs sinterizados anisotrópicos a liga rica em Nd (15:77:8) passará por um processo de granulação por HD, moagem em "jet mill", orientação, compactação (isostática ou uniaxial), sinterização acabamento (retifica e revestimento). Mudanças na composição química das ligas também serão avaliadas, considerando principalmente o aspecto econômico (redução do teor de Dy). Os ímãs sintetizados serão caracterizados por análise química, análise microestrutural (MEV e MO), por medidas de resistência mecânica e de suas propriedades magnéticas. Espera-se obter produtos com propriedades mecânicas e magnéticas adequadas para suprir as necessidades do mercado nacional por estes ímãs para com isto viabilizar sua produção industrial. (AU)