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Fosfolipase A2 isolado do veneno de Crotalus durissus terrificus inativa o vírus da dengue e outros vírus envelopados por desestabilização do envelope viral

Processo: 14/21266-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Victor Hugo Aquino Quintana
Beneficiário:Victor Hugo Aquino Quintana
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Virologia  Antivirais  Vírus  Dengue  Crotalus  Fosfolipases  Publicações de divulgação científica  Artigo científico 

Resumo

A família Flaviviridae inclui vários vírus patogênicos associados com doenças humanas no mundo. Dentro desta família, o vírus da dengue (DENV) é o mais serio problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais e sub-tropicais do mundo. Atualmente, não há vacina nem drogas contra DENV ou contra a maioria dos vírus desta família. Portanto, o desenvolvimento de vacinas e a descoberta de compostos terapêuticos contra os flavivírus de maior importância médica permanece como uma prioridade de saúde pública mundial. Anteriormente tínhamos mostrado que a fosfolipase A2 isolada do veneno de Crotalus durissus terrificus foi capaz de inibir a infecção de células Vero por DENV e pelo vírus da febre amarela. Neste trabalho, apresentamos evidências de que a fosfolipase A2 possui um efeito direto sobres as partículas de DENV, incluindo uma exposição parcial do RNA genômico, o qual fortemente sugere que a inibição é via a clivagem de glicerofosfolipideos da bicamada lipídica do envelope viral. Esta clivagem poderia induzir um desarranjo da bicamada lipídica que causaria uma desestabilização da proteína E na superfície viral, resultando em inativação. Mostramos por análise computacional que a fosfolipase A2 poderia ter acesso à bicamada lipídica do envelope viral através de poros localizados em cada um dos 20 vértices da camada de proteína E na superfície viral. Adicionalmente, a fosfolipase A2 é capaz de inativar outros vírus envelopados, ressaltando seu potencial como produto natural líder que pode ser utilizado para desenvolvimento de drogas antivirais de grande espectro. (AU)