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III Seminário de Ciências Sociais e Humanas em saúde

Processo: 14/06418-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 11 de novembro de 2014 - 11 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva
Pesquisador responsável:Rodolfo Franco Puttini
Beneficiário:Rodolfo Franco Puttini
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Ciências sociais  Corpo humano  Eventos científicos e de divulgação  Congressos 

Resumo

Na mitologia grega, Thanatos é a personificação da morte e conhecido por ter coração de ferro e entranhas de bronze. A ciência, no século 20, desenvolveu aquilo que a psicanálise denomina de pulsão da morte. Ao lado das suas grandes contribuições em todos os campos do saber, a prática científica mostra sua face monstruosa ao desviar-se do seu caminho para atender aos loucos e perigosos no poder. Degradação ambiental e proliferação de armas mortíferas são as conseqüências mais evidentes desse Programa de extinção da vida, cientificamente justificado. ("Depois da Bomba, a ciência perdeu sua inocência", disse Oppenheimer). Mas já temos boas almas reunidas em partidos políticos e organizações beneméritas que "lutam pela paz" e "protegem a natureza".Mas, "a razão é genocida desde sua geração", alerta o filósofo-marinheiro. Vamos, então, entendê-lo ao pé da letra e dirigir o nosso olhar para aquelas populações cujos corpos e mentes não atendem à norma definida pelo poder, populações que são "um problema": as etnias, as classes, os grupos e as pessoas "diferenciadas". Como a pluralidade é que é "o problema", um problema político, essas populações são objetos de domesticação, docilização e eliminação pelos Programas científicos, em nome de ideais transcendentes como a boa moral, o sexo correto, a raça pura, a saúde perfeita, o corpo bonito, o lugar certo, a sociedade civilizada, o progresso. São processos de exclusão que contaminam todo o tecido social, inspirados em valores "edificantes" e dirigidos por um sentido previsto. Uma ciência devotada a programas homogeneizadores de corpos e mentes para sociedades intolerantes para com a criatividade e a pluralidade. Propomos, então, trazer para o debate, nesse III Seminário em Ciências Sociais e Humanas no campo da Saúde, esse aspecto perverso da ciência nos seus acordos com o poder e recuperar, para as novas gerações, a inocência, o riso e o eros da ciência. Afinal, "o saber nasce feliz" disse o filósofo-marinheiro.. (AU)