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Papel da melatonina em alguns aspectos da maturação in vitro dos ovócitos de mamíferos

Processo: 14/17830-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Lia de Alencar Coelho
Beneficiário:Lia de Alencar Coelho
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Pesq. associados: Fernanda Gaspar Do Amaral ; José Cipolla Neto ; Luciano Andrade Silva ; Ricardo de Francisco Strefezzi ; Solange Castro Afeche
Assunto(s):Fisiologia da reprodução  Equinos  Maturação in vitro  Melatonina  Cumulus  Oócitos 

Resumo

Existem questionamentos quanto à fonte de melatonina que promove sua ação no desenvolvimento folicular. Durante muitos anos foi assumido que a melatonina observada no fluido folicular era derivada da circulação periférica, porém ainda no século passado já existiam sugestões circunstanciadas de que o ovário seria capaz de sintetizar melatonina, visto que havia sido constada a presença desse hormônio e de seus precursores (serotonina e N-acetilserotonina), assim como a presença de atividade das enzimas envolvidas em sua síntese (AA-NAT e ASMT) em extratos ovarianos de ratos e humanos. Recentemente foi demonstrado que os ovócitos de ratas são capazes de sintetizar melatonina e que há expressão do gene da Asmt, tanto em células do cumulus, como em ovócitos oriundos de ovários de ratas em diferentes estágios de maturação ovocitária (FAPESP 2009/02513-0). Partindo desse princípio, a presente pesquisa investigará quais seriam os possíveis agentes indutores dessa produção local. A nossa hipótese é de que as gonadotrofinas estejam estimulando a referida síntese. Dessa forma, a presente pesquisa testará a hipótese de que a adição de gonadotrofinas no meio de cultivo para maturação in vitro será capaz de induzir a atividade das enzimas responsáveis pela síntese (TPH, AA-NAT e ASMT) de melatonina em complexos cumulus-ovócitos de ratas. Os resultados obtidos a partir de uma pesquisa anterior (FAPESP 2009/02513-0) sugerem que a expressão gênica dos receptores para melatonina (MT1 e MT2) nos complexos cumulus-ovócitos de ratas possa ser um indicativo de que o mecanismo de ação da melatonina na maturação ovocitária seja direto, via receptor. Considerando essa prerrogativa, a presente proposta também terá como objetivo de responder a seguinte pergunta: Qual é o efeito da melatonina sobre a maturação in vitro em ratas traduzida pela expressão de proteínas componentes do Fator Promotor da Maturação (MPF)?. Embora existam vários estudos demonstrando o efeito benéfico da melatonina sobre o processo de maturação ovocitária em diferentes espécies, a literatura carece de pesquisas sobre as ações da melatonina na maturação in vitro na espécie equina. Existem limitações quanto às condições de cultivo in vitro para maturação dos ovócitos, pois embora várias condições de cultivo in vitro tenham sido testadas, nenhuma delas tem melhorado efetivamente a competência de desenvolvimento dos ovócitos de equinos. Dessa forma, a proposta de testar o papel fisiológico da melatonina no processo de maturação ovocitária em éguas. O projeto tem a proposta de: a) investigar a o efeito da adição das gonadotrofinas no meio de cultivo para maturação ovocitária sobre a atividade das enzimas envolvidas na síntese de melatonina em complexos cumulus-ovócitos oriundos de ovários imaturos de ratas (experimento 1); b) investigar o efeito da adição da melatonina no meio de cultivo para maturação ovocitária sobre a expressão das proteínas do Fator Promotor da Maturação (MPF) em complexos cumulus-ovócitos oriundos de ovários imaturos de ratas (experimento 2); c) investigar o efeito da adição de melatonina no meio de cultivo para maturação ovocitária sobre as taxas de maturação dos ovócitos de éguas (experimento 3); d) verificar a expressão dos genes dos receptores para melatonina, dos genes das gonadotrofinas e dos genes envolvidos no processo de apoptose em ovócitos de éguas maturados in vitro com ou sem melatonina (experimento 3). O projeto terá duração de vinte e quatro meses e será desenvolvido no Laboratório de Teriogenologia Dr. O.J. Ginther da FZEA em Pirassununga-SP (experimento 3) e no Laboratório de Neurobiologia do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB/USP, em São Paulo-SP (experimentos 1 e 2). (AU)

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