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Quantificação do volume extracecular miocárdico em pacientes com hiperaldosteronismo primário e hipertensão renovascular por ressonância magnética cardíaca

Resumo

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade geral da população brasileira e associam-se de maneira progressiva, linear, contínua e independente a elevação da pressão arterial sistêmica. No Brasil, estudos populacionais estimaram a prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica HAS em 22,3% a 43,9% (média de 32,5%). O hiperaldosteronismo primário (HAP) é uma causa de HAS secundária com prevalência geral estimada de 6,1%, chegando a 13% quando apenas hipertensos graves são considerados. Pacientes com HAP parecem apresentar maior risco do que hipertensos essenciais para lesões em órgãos-alvo e desfechos cardiovasculares desfavoráveis. A hipertensão renovascular por estenose de artéria renal, responde por 5% dos casos de HAS. Alguns trabalhos com estes pacientes demonstraram aumento no risco cardiovascular e maiores taxas de lesões em órgãos-alvo. Acredita-se que grande parte destas lesões seja causada pela ativação hormonal do sistema renina-angiotensina II-aldosterona. O mecanismo de injúria determinado pelo excesso de aldosterona, presente tanto no HAP quanto na HAS renovascular, no sistema cardiovascular permanece desconhecido, mas culmina em remodelamento ventricular, hipertrofia e fibrose.A presença de fibrose miocárdica é um preditor independente de arritmias ventriculares e morte súbita e o surgimento da ressonância magnética cardíaca (RMC) com realce tardio miocárdico (RTM) permitiu o diagnóstico não invasivo de áreas focais de fibrose, que se correlacionam grandemente com achados histopatológicos, e, além de sugerirem a etiologia da miocardiopatia, mostram-se como reconhecidos fatores prognósticos em diversas doenças. Uma nova sequência de RMC, ainda em validação clínica, mapa T1, permite a avaliação do volume extracelular miocárdico, que corresponde a presença histológica de fibrose intersticial, com excelente correlação com a histologia. O mapa T1 e o volume extracelular miocárdico já foram empregados para demonstrar a presença de fibrose miocárdica difusa em miocardiopatias sintomáticas nos mais diversos contextos clínicos, contudo, não existem, até a presente data, pesquisas sobre a quantificação do volume extracelular e fibrose intersticial em pacientes com hiperaldosteronismo primário ou hipertensão renovascular de diagnóstico recente. A realização do Mapa T1 e quantificação do volume extracelular nestas populações pode vir a demonstrar a presença e avaliar o grau de fibrose intersticial miocárdica. (AU)