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Desenvolvimento de um medicamento de base nanotecnológica oriundo da biodiversidade brasileira para tratamento de Leshmaniose

Processo: 14/50410-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia
Pesquisador responsável:Franciane Marquele de Oliveira
Beneficiário:Franciane Marquele de Oliveira
Empresa:Apis Flora Industrial e Comercial Ltda
Município: Ribeirão Preto
Bolsa(s) vinculada(s):15/06102-5 - Isolamento dos marcadores iangambina e epi-iangambina oriundos da planta Ocotea duckei Vattimo e validação de metodologia analítica para determinação destes marcadores em extratos e em nanopartículas, BP.TT
14/26350-0 - Avaliação da eficácia e segurança "in vitro" para a fração de lignóides totais e dos marcadores iangambina e epi-iangambina oriundos da planta Ocotea duckei Vattimo, BP.TT
Assunto(s):Nanotecnologia  Biodiversidade  Nanopartículas  Ocotea  Leishmaniose 

Resumo

A leishmaniose visceral e tegumentar, causadas por parasitas protozoários pertencentes ao gênero Leishmania, são doenças endêmicas no Brasil que atingem principalmente as regiões Norte e Nordeste. A leishmaniose visceral, considerada mais grave, envolve a visceralização nos linfonodos, baço e fígado devido a replicação dos parasitas nos macrófagos do sistema fagocitário mononuclear. A leishmaniose tegumentar, que envolve a forma cutânea e mucosa, resulta na replicação dos parasitos presentes na derme e mucosa naso-faríngea, respectivamente. São doenças que causam alta mortalidade, no caso da visceral, e morbidade, no caso da tegumentar. O tratamento envolve principalmente a administração parenteral de antimoniais pentavalentes e anfotericina B lipossomal, e tópica de paramomicyn e imiquimod. A ineficácia do tratamento envolve principalmente a dificuldade de penetração dos fármacos nos fagolisossomos dos macrófagos, o tratamento prolongado, toxicidade dos fármacos administrados pela via parenteral e resistência dos parasitas. Neste sentido, as nanopartículas lipídicas sólidas, sistemas coloidais de liberação de fármacos passíveis de serem administradas por diferentes vias e que apresentam diversas vantagens, são úteis no tratamento de doenças parasitárias, pois são rapidamente depuradas pelo sistema mononuclear fagocitário, levando ao direcionamento passivo para o fígado, baço e linfonodos. O extrato etanólico e a fração lignana obtidos da espécie Ocotea duckei Vattimo, da biodiversidade brasileira, apresentaram promissora atividade antileishmania (L. amazonensis e L. chagasi) ao promoverem uma inibição do crescimento in vitro destas formas superior ao medicamento Glucantime®. No caso, a atividade antileishmania do extrato foi atribuída à presença das lignanas, em especial a denominada langambina. Face ao exposto, o presente projeto visa o desenvolvimento de um medicamento fitoterápico da biodiversidade brasileira para o tratamento da leishmaniose, que seja inovador, por se tratar de um medicamento de base nanotecnológica, e que ofereça vantagem aos demais medicamentos presentes no mercado, tais como, baixo custo, facilidade de administração e baixa toxicidade. Para tanto, o projeto como um todo (fase 1 e 2) pretende obter um extrato purificado da planta Ocotea duckei, desenvolver um sistema de liberação lipídico coloidal para sua administração e avaliação da eficácia e segurança "in vitro" e "in vivo". (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio:
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