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Tumores associados ao HPV16 controlam a homeostase de células mielóides em órgãos linfóides, gerando um microambientes supressor para Linfócitos T

Processo: 14/21335-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Ana Paula Lepique
Beneficiário:Ana Paula Lepique
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/03232-1 - HPV e microambiente tumoral, AP.TEM
Assunto(s):Microambiente tumoral  Citocinas  Leucocitose  Inflamação  Infecções por Papillomavirus 

Resumo

Tumores são estruturas complexas contendo diferentes tipos de células e moléculas. A importância do microambiente na progressão, crescimento e manunteção tumoral é bem conhecida. Porém, os efeitos tumorais podem ser sistêmicos além de locais. Moléculas secretadas, assim como células, podem circular e atingir outros órgãos. Isso pode causar uma série de efeitos como, em alguns casos, leucocitose e metástase. Leucocitose tem sido descrita como fator de mau prognóstico em pacientes com câncer do colo uterino. O principal fator etiológico para esse tipo de câncer é infecção persistente com HPV de alto risco oncogênico. Nosso laboratório tem explorado os efeitos de tumores associados a esses vírus em órgãos linfóides do hospedeiro. Nesse estudo, nós mostramos que camundongos com tumores HPV16 positivos apresentam aumento da proliferação de células mielóides e alteração de vias de sinalização em APCs no baço. Em paralelo, caracterizamos citocinas secretadas pelas células inflamatórias e tumorais isoladas de tumores. Nós mostramos evidências de ativação constitutiva da via IL-6/STAT3 em células tumorais, TAM e APCs do baço de animais com tumor. Também mostramos que IL-10 tem papel central na indução de tolerância aos antígenos tumorais, controlando a atividade de NFkB, expressão de moléculas coestimuladoras e proliferação de linfócitos T. Esses efeitos são robustos e provavelmente deveriam ser levados em consideração durante a formulação de estratégias experimentais para melhorar as respostas de linfócitos T anti-tumorais. (AU)