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Uma história econômica do tráfico de escravos em Angola: financiamento, fiscalidade, transporte (c. 1730 - 1807)

Processo: 14/14896-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2014 - 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Maximiliano Mac Menz
Beneficiário:Maximiliano Mac Menz
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):15/13384-7 - Transcrição de documentos e elaboração de planilhas no âmbito do projeto "uma História Econômica do tráfico de escravos em Angola", BP.TT
Assunto(s):Angola  Financiamento  Mercantilismo  História econômica  Tráfico humano  Escravidão 

Resumo

O projeto pretende estudar a organização do tráfico de escravos em Angola entre 1730 e 1807, considerando a conexão entre Portugal, Angola e o Brasil, com uma atenção especial a o seu financiamento, a sua relação com a fiscalidade e o papel do negócio do transporte. Ou seja, procura-se compreender como era financiada a compra de escravos, a articulação disso com a cobrança e pagamentos de impostos, a definição de diferentes esferas de negócio no Atlântico e a constituição hierárquica das redes e comunidades mercantis, particularmente em torno da separação entre o transporte e o comércio de mercadorias . Parte-se de uma hipótese desenvolvida originalmente por Joseph Miller sobre o tráfico de escravos em Angola segundo a qual, graças ao controle do contrato de escravos, mercadores de Lisboa monopolizavam o financiamento do negócio fazendo o uso de uma série de privilégios garantidos por esses contratos e, deste modo, forneciam a maior parte das mercadorias que eram utilizadas para a compra dos escravos no sertão. Pretende-se ainda aprofundar a hipótese original de Miller, abordando outras formas de financiamento e a sua relação com a fiscalidade (p. ex. as naus das Índias, as companhias pombalinas e a Junta de Fazenda de Angola). Também é preciso aprofundar a análise do mercado de fretes para o Brasil, a sua conexão com a indústria naval e com a produção de alimentos para a matalotagem das embarcações na colônia americana.Destarte, pretende-se analizar um grande número de fontes mercantis, alfandegárias e notariais. Trata-se, portanto, de um trabalho de história econômica, onde serão utilizadas técnicas de seriação para lidar com uma grande massa de material quantitativo, além de se procurar reconstituir algumas biografias ligadas ao comércio de escravos. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio::
Os banqueiros do tráfico