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Substantivo como epíteto divino na linguagem religiosa grega e indoeuropeia

Resumo

Na linguagem religiosa grega, existe um padrão de uso do epíteto divino que consiste na aposição de um substantivo - e não de um adjetivo - ao nome da divindade. Alguns exemplos: Afrodite Psithuros 'Sussurro', Deméter Homonoia 'Concórdia', Ártemis Eupraxia 'Bem-Estar', Atena Nike 'Vitória', Zeus Keraunos 'Raio', Apolo šKoruthos 'elmo'. Esse tipo de aposição é de época indoeuropeia, como mostram tanto o sânscrito védico, no qual é bastante comum palavras como vrshabhá- 'touro', ketú- 'bandeira', ánika- 'face' serem apostas ao nome divino, como no latim, p.ex. Jupiter Libertas 'Liberdade', Jupiter Juuentus 'Juventude', Jupiter Fulmen 'Raio'. Tentarei provar que esse tipo de aposição nominal com substantivo concreto e abstrato pode ser comparado a outros dois tipos de substantivos apostos, ambos com paralelos indoeuropeus: (i) apelativos genéricos como gr. theos, scr. devá-, lat. deus 'deus'; (ii) nomes divinos usados como epiclese, p.ex. Ártemis Ilítia, Zeus Ares, Afrodite Hera, védico Agni Brhaspati, Osco Júpiter Líber (iúveís lúvfreís). Esse projeto pretende oferecer um repertório exaustivo dos exemplos gregos (do grego micênico ao helenístico) e compará-los com material correspondente de outras tradições indoeuropeias (indo-iraniana, itálica, anatólica). Além disso, proporei uma explicação linguística unificada (em termos semânticos, sintáticos e pragmáticos) para esses três tipos de aposição nominal, valendo-me das teorias linguísticas mais recentes sobre o tema. (AU)

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