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Cinema e Imaginação - A imagem do índio no cinema brasileiro dos anos 70

Processo: 14/18301-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Edgar Teodoro da Cunha
Beneficiário:Edgar Teodoro da Cunha
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Antropologia visual  Análise de filmes 

Resumo

Este livro é resultado de pesquisa acerca da representação do índio em alguns filmes brasileiros da década de 70. Abordo inicialmente um conjunto de imagens sobre o índio que demarcam uma tradição imagética de referência mais ampla, procurando evidenciar alguns temas que dialogam com os filmes analisados. Em seguida passo a discussão do conjunto fílmico, composto pelos seguintes títulos: Iracema, de Carlos Coimbra; Ubirajara, de André Luiz Oliveira; Iracema, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna; Como era gostoso o meu francês, de Nelson Pereira dos Santos e Uirá de Gustavo Dahl. Vários são os elementos daí resultantes: a recolocação da questão da dualidade colonizador/colonizado e da antropofagia cultural; os limites do filme enquanto possibilidade de reconstrução histórica e o significado disso em relação ao debate intelectual contemporâneo ao filme; questionamentos sobre a construção de alegorias nacionais e identidades coletivas. A produção fílmica em foco reflete o imaginário das sociedades que produzem esses filmes, tendo um caráter projetivo, de uma auto-reflexão através do outro. Dessa forma, o índio no cinema aparece como elemento que tem funcionado como repositório de imagens que dizem respeito mais a nossa própria sociedade, daqueles que olham e reconstroem esse passado indígena, do que propriamente às sociedades que aparecem imaginadas na tela. (AU)