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Autorregulação encefálica na fase aguda e subaguda do acidente vascular encefálico isquêmico em doentes submetidos a terapia trombolítica

Processo: 13/25953-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2014 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Ricardo de Carvalho Nogueira
Beneficiário:Ricardo de Carvalho Nogueira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Edson Bor-Seng-Shu ; Manoel Jacobsen Teixeira
Assunto(s):Neurologia  Acidente vascular cerebral  Terapia trombolítica  Ultrassonografia Doppler transcraniana 

Resumo

O termo autorregulação encefálica (AE) descreve um mecanismo fisiológico que objetiva manter a constância do fluxo sanguíneo encefálico frente a oscilações da pressão arterial. A AE fundamenta-se na capacidade de a microcirculação encefálica contrair-se e dilatar-se em resposta às variações da pressão arterial protegendo o encéfalo tanto da dimunição quanto do excesso de fluxo sanguineo. Diversos métodos podem ser utilizados para o estudo da hemodinâmica encefálica. O Doppler transcraniano (DTC) revelou-se uma ferramenta valiosa devido à sua alta resolução temporal, não invasividade, portabilidade dos equipamentos e capacidade de mensuração, em tempo real, da velocidade do FSE sendo hoje um dos métodos mais utilizados no meio científico. Existem dois tipos de estudo da AE: estático e dinâmico; hoje em dia o método mais utilizado é o dinâmico pelo fato de dispensar o uso de drogas que alteram a PA. Em doentes críticos onde deve ser evitado grandes flutuações da PA, pode-se realizar o estudo da AE dinâmica, através das oscilações espontâneas da PA. Sabe-se que no acidente vascular encefálico isquêmico (AVEi) pode existir um comprometimento da autoregulação na fase aguda principalmente nas isquemias mais extensas. Acredita-se que este comprometimento pode deixar a zona de penumbra mais vulnerável às alterações da pressão de perfusão cerebral e que a detecção com quantificação de um eventual distúrbio na autoregulação encefálica possa ser útil no manejo intensivo do paciente (pressão arterial, drogas, mobilização, etc.). O tratamento com trombolise é a única terapia comprovadamente eficaz na fase aguda do AVEi. Neste tratamento o manejo da PA tem relação direta com as complicações hemorrágicas intracranianas e consequentemente, com o prognóstico neurológico. Considerando a possibilidade de distúrbio de AE na fase aguda do AVEi, este distúrbio pode ter relação também com o prognóstico neurológico do doente. (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
NOGUEIRA, RICARDO C.; LAM, MAN Y.; LLWYD, OSIAN; SALINET, ANGELA S. M.; BOR-SENG-SHU, EDSON; PANERAI, RONNEY B.; ROBINSON, THOMPSON G. Cerebral autoregulation and response to intravenous thrombolysis for acute ischemic stroke. SCIENTIFIC REPORTS, v. 10, n. 1 JUN 29 2020. Citações Web of Science: 0.
LLWYD, OSIAN; SALINET, ANGELA S. M.; PANERAI, RONNEY B.; LAM, MAN Y.; SAEED, NAZIA P.; BRODIE, FIONA; BOR-SENG-SHU, EDSON; ROBINSON, THOMPSON G.; NOGUEIRA, RICARDO C. Cerebral Haemodynamics following Acute Ischaemic Stroke: Effects of Stroke Severity and Stroke Subtype. CEREBROVASCULAR DISEASES EXTRA, v. 8, n. 2, p. 80-89, 2018. Citações Web of Science: 6.
NOGUEIRA, R. C.; PANERAI, R. B.; TEIXEIRA, M. J.; ROBINSON, T. G.; BOR-SENG-SHU, E. Cerebral Hemodynamic Effects of Cheyne-Stokes Respiration in a Patient with Stroke. JOURNAL OF STROKE & CEREBROVASCULAR DISEASES, v. 26, n. 5, p. E80-E82, MAY 2017. Citações Web of Science: 0.
NOGUEIRA, RICARDO C.; BOR-SENG-SHU, EDSON; SAEED, NAZIA P.; TEIXEIRA, MANOEL J.; PANERAI, RONNEY B.; ROBINSON, THOMPSON G. Meta-analysis of Vascular Imaging Features to Predict Outcome Following Intravenous rtPA for Acute Ischemic Stroke. FRONTIERS IN NEUROLOGY, v. 7, MAY 18 2016. Citações Web of Science: 5.

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