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Comportamento higiênico em abelhas sem ferrão (Apidae, Meliponini)

Processo: 14/25136-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 20 de fevereiro de 2015 - 21 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Pesquisador responsável:José Maurício Simões Bento
Beneficiário:José Maurício Simões Bento
Pesquisador visitante: Francis Ratnieks
Inst. do pesquisador visitante: University of Sussex (US), Inglaterra
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Meliponicultura  Meliponini  Apidae  Abelhas-sem-ferrão  Comportamento social  Mecanismos de defesa  Polinização 

Resumo

Os insetos sociais têm muitos mecanismos de defesa contra parasitas e patógenos. Um deles é o comportamento higiênico, que foi estudado detalhadamente na abelha melífera, Apis mellifera. Operárias higiênicas da abelha melífera removem larvas e pupas mortas ou doentes de células de cria operculadas, reduzindo, assim, a chance de que a doença se espalhe dentro da colônia. As abelhas sem ferrão, Meliponini, são comuns no Brasil, com cerca de 250 espécies nativas, e estão cada vez mais sendo usadas para a produção de mel e polinização das culturas agrícolas. Como as abelhas melíferas, as crias de abelhas sem ferrão ficam células fechadas. No entanto, poucos estudos sobre o comportamento higiênico em abelhas sem ferrão têm sido realizados. O projeto investigará o comportamento higiênico em três espécies de abelhas nativas sem ferrão para o Brasil: Melipona scutellaris, Scaptotrigona depilis, Tetragonisca angustula. O objetivo principal (Experimento 1) será o de caracterizar os níveis de comportamento higiênico que ocorrem naturalmente nas três espécies de abelhas sem ferrão brasileiras, com a cria mota por congelamento, simulando o efeito de um agente patogênico que mata as larvas e pupas. O Experimento 2 determinará se o comportamento higiênico também é eficaz contra um importante parasita de abelhas sem ferrão, os forídeos (Diptera, Phoridae), que também utilizam o alimento larval, depositado nas células de cria, como fonte alimentar. O Experimento 3 caracterizará os comportamentos realizados pelas operárias envolvidas no comportamento higiênico. O projeto será realizado pelo Professor Francis Ratnieks (Universidade de Sussex, Inglaterra), em colaboração com a Dr. Denise de Araujo Alves e o Professor José Maurício Simões Bento, do Departamento de Entomologia e Acarologia, ESALQ, Universidade de São Paulo. O projeto usará colônias e outras instalações existentes nos Laboratórios de Insetos Úteis (Dr. Alves) e de Ecologia Química & Comportamento de Insetoss (Prof. Bento) da ESALQ-USP. Os resultados serão uma contribuição importante para a biologia das abelhas sem ferrão e também serão de alto valor para programas de polinização das culturas agrícolas e de criação em larga escala de abelhas sem ferrão no Brasil. Os resultados serão divulgados em publicação em uma revista científica especializada internacional. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Abelhas removem larvas mortas para reduzir transmissão de doenças na colmeia 
Stingless bees remove dead brood to reduce disease transmission in colonies 
Las abejas retiran las larvas muertas de las colmenas para evitar enfermedades 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
AL TOUFAILIA, HASAN; ALVES, DENISE A.; BENA, DANIELA DE C.; BENTO, JOSE M. S.; IWANICKI, NATASHA S. A.; CLINE, ANDREW R.; ELLIS, JAMES D.; RATNIEKS, FRANCIS L. W. First record of small hive beetle, Aethina tumida Murray, in South America. JOURNAL OF APICULTURAL RESEARCH, v. 56, n. 1, p. 76-80, 2017. Citações Web of Science: 13.

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