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Morbidade e mortalidade por acidentes de transporte terrestre no município de São Paulo

Processo: 14/17441-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2015 - 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Gleice Margarete de Souza Conceição
Beneficiário:Gleice Margarete de Souza Conceição
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Gizelton Pereira Alencar ; Maria Do Rosario Dias de Oliveira Latorre
Assunto(s):Epidemiologia  Acidentes de trânsito  Mortalidade  Morbidade  Transporte urbano  Indicadores socioeconômicos 

Resumo

Introdução: Atualmente, 3.000 pessoas morrem por dia devido a acidentes de transporte terrestre (ATT) em todo o mundo, aproximadamente 1.3 milhões de pessoas por ano. Em 1997, o trânsito no Brasil foi considerado um dos piores e mais perigosos do mundo, com índices de acidentes altíssimos, um para cada 410 veículos em circulação. Em 2010, o Brasil apresentou uma taxa bruta de 22,5 óbitos por ATT por 100.000 habitantes. A cidade São Paulo é a mais populosa do país, com cerca de 11,8 milhões de habitantes e uma frota de mais de 7,5 milhões de veículos. Seu crescimento demográfico e desenvolvimento econômico não foram acompanhados por melhorias de infraestrutura equivalentes e, como efeito colateral, as questões relacionadas à mobilidade urbana assumiram um caráter crítico para a qualidade de vida da população. Não existem estudos recentes que descrevam o perfil da morbidade e da mortalidade por ATT no município de São Paulo, identificando suas particularidades e as subpopulações mais susceptíveis a esses acidentes.Objetivos: Este projeto pretende descrever o atual perfil da morbidade e da mortalidade por ATT no município de São Paulo e sua evolução ao longo dos últimos anos, identificar as subpopulações mais susceptíveis, além de avaliar a distribuição espacial da mortalidade no município. As subpopulações de interesse neste estudo serão determinadas pela condição da vítima (Todas, Pedestre, Motociclista, Ocupante de veículo ou Indeterminada), sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade e local de residência. Pretende-se ainda estimar o impacto da adoção de medidas de segurança no trânsito, tanto nos índices de morbidade e mortalidade, quanto na distribuição espacial da mortalidade.Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico longitudinal. Informações referentes às internações por ATT ocorridas na cidade de São Paulo no período de 1998 a 2012, incluindo idade e sexo, serão obtidas do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Serão obtidos, do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo (PRO-AIM), dados referentes aos óbitos por ATT no período de 1991 a 2012, incluindo idade e sexo; informações socioeconômicas como raça/cor, escolaridade e endereço de residência da vítima são disponibilizadas a partir de 1998. Será utilizada a Classificação Internacional de Doenças No. 9, CID-9 (até o ano de 1995) e a CID-10 (a partir de 1996) para classificar cada óbito e internação, a partir da causa básica, em uma das cinco categorias, denominadas "condição da vítima": 1-Todas, 2-Pedestre, 3-Motociclista, 4-Ocupante de veículo e 5-Indeterminada.Análise estatística: Para cada subpopulação de interesse serão calculadas taxas anuais de mortalidade e de morbidade e distribuições proporcionais do número de óbitos e internações.Para avaliar a tendência dos indicadores de morbidade e de mortalidade ao longo do tempo, serão ajustados modelos lineares generalizados. As variáveis resposta serão o número anual de internações e o número anual de óbitos por ATT. As variáveis explicativas serão ano, condição da vítima, sexo, faixa etária e número de habitantes, além de variáveis indicadoras para cinto de segurança, restrição de trânsito de motocicletas, restrição de trânsito de caminhões e lei seca. Nos modelos envolvendo o número de óbitos, as variáveis raça/cor, escolaridade e distrito de residência também serão incluídas como variáveis explicativas, para o período em que estas informações estiverem disponíveis. Serão considerados três tipos de modelos de regressão: o linear clássico, o de Poisson, e o modelo com resposta Binomial Negativa. Para a análise espacial serão criados mapas temáticos, calculado o índice de Moran e, para as variáveis com padrão cluster será calculado o índice local de associação espacial e estimados modelos de regressão, tendo como variável dependente as taxas e como variáveis independentes os indicadores socioeconômicos. (AU)