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Uso profilático da desmopressina em cirurgias cardíacas valvares na redução do sangramento perioperatório

Processo: 14/03785-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Filomena Regina Barbosa Gomes Galas
Beneficiário:Filomena Regina Barbosa Gomes Galas
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Giovanne Santana de Oliveira ; Ludhmila Abrahão Hajjar
Assunto(s):Anestesiologia  Procedimentos cirúrgicos cardíacos  Desamino arginina vasopressina  Perda sanguínea cirúrgica 

Resumo

Introdução: Pacientes com disfunção valvar importante apresentam coagulopatia por efeito mecânico (estenose ou insuficiência valvar). Além disso necessitam do uso profilático de medicamentos antiplaquetários pelas condições de remodelamento miocárdico e arrítmicas associadas. Pacientes com estenose aórtica severa podem também adquirir doença de vonWillebrand tipo 2A por proteólise do fator de von Willebrand. Não obstante, o tratamento que é efetuado para correção de tais defeitos valvares usualmente requer cirurgia cardíaca com assistência circulatória externa (CEC). Estima-se que 50 a 60% dos pacientes submetidos à cirurgias cardíacas recebam transfusões sanguíneas. A transfusão de hemocomponentes é um fator isolado de aumento da morbi-mortalidade de pacientes críticos. A utilização da desmopressina (DDAVP) mostrou-se benéfica apenas em pacientes que apresentavam disfunção plaquetária congênita ou adquirida. Na população geral, o uso não é validado por apresentar resultados inconclusivos. Objetivos: Avaliar o uso da desmopressina como agente hemostático capaz de atenuar o sangramento excessivo em cirurgias cardíacas valvares com circulação extracorpórea. Avaliação clínico-laboratorial da coagulação sanguínea com a utilização profilática da desmopressina em cirurgias cardíacas valvares. Avaliar redução do consumo de hemocomponentes com o uso profilático da desmopressina. Método: Trata-se de um estudo clínico, intervencional, prospectivo, randomizado e duplamente encoberto. Será realizado no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva do Instituto do coração da faculdade de medicina da universidade de São Paulo em 100 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca para correção de defeitos valvares respeitando os critérios de inclusão e de exclusão. Critérios de inclusão: a) Cirurgias cardíacas valvares com circulação extracorpórea em pacientes maiores que 18 anos; b) Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) lido e assinado pelos responsáveis; c) Avaliação pré-anestésica e exames laboratoriais pré-operatórios adequados à metodologia do estudo. Critérios de exclusão: Pacientes menores de 18 anos; infecção ativa; creatinina>2 mg/dl; reoperação cardíaca; índice de massa corporal (IMC)> 35; fração de ejeção(FE) 40%; hematócrito< 35%; coagulopatia não farmacológica prévia conhecida; uso de terapia antiplaquetária com até dez dias da cirurgia (exceto o ácido acetil salicílico(AAS) e enoxaparina que poderão ser utilizados em doses profiláticas até 24 horas antes do procedimento cirúrgico); utilização de prótese valvar mecânica; cardiopatias graves associadas; ausência do TCLE devidamente assinado; procedimentos de revascularização do miocárdio isolado ou associado. Em visita pré-anestésica, haverá avaliação do paciente quanto aos critérios delineados na metodologia do estudo. Na indução anestésica será coletada amostra de sangue para analise do perfil hemostático (T0). Após saída de CEC e reversão da heparina, os pacientes randomizados no grupo DDAVP receberão, de forma profilática, a DDAVP (0,3µg/kg) diluído em 100ml de SF0,9% e os do grupo controle apenas 100ML SF0,9%. Após 2h da administração do DDAVP será coletada nova amostra de sangue (T1) assim como após 24h (T2). Os pacientes serão acompanhados até a alta hospitalar ou 28 dias após a cirurgia, quanto a necessidade de transfusão alogênica, reoperação e eventos tromboembólicos. (AU)