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Avaliação da relação entre indicadores entomológicos de Aedes aegypti e a ocorrência de epidemia de dengue causada pelo sorotipo DENV3 em uma população susceptível, São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil

Processo: 15/00111-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2015 - 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Francisco Chiaravalloti Neto
Beneficiário:Francisco Chiaravalloti Neto
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vetores de doenças  Vírus da dengue  Dengue  Aedes aegypti  Análise espaço-temporal  Indicadores entomológicos  Incidência  São José do Rio Preto (SP) 

Resumo

Os objetivos do estudo foram descrever a ocorrência de dengue no espaço e no tempo e avaliar a relação entre incidência de dengue e indicadores entomológicos. Foram selecionados os casos autóctones de dengue ocorridos entre setembro de 2005 e agosto de 2007 em São José do Rio Preto, com cálculo das taxas de incidências mensais, anuais e segundo setores censitários. Foram utilizadas medidas mensais do índice de Breteau (IB) realizadas para a região de São José do Rio Preto, as quais foram relacionadas com as taxas mensais de incidência da cidade. Entre dezembro de 2006 e fevereiro de 2007 foram realizadas coletas de formas imaturas de mosquitos para obtenção de indicadores entomológicos, no bairro Jaguaré, São José do Rio Preto. Por meio de interpolação estatística, as medidas entomológicas realizadas no bairro, produziram mapas de infestação. Casos autóctones de dengue ocorridos no Jaguaré em 2006 e 2007 foram utilizados para a produção de mapas temáticos de incidência, obtidos por razão Kernel. A avaliação da relação entre ocorrência de dengue e as medidas entomológicas foi conduzida a partir da utilização de um modelo aditivo generalizado em um delineamento de caso-controle espacial. Em São José do Rio Preto, entre setembro de 2005 a agosto de 2007, a ocorrência de dengue deveu-se quase que totalmente ao sorotipo DENV3 e as taxas mensais de incidência apresentaram alta correlação com os IB mensais. No bairro do Jaguaré, os indicadores calculados por hectare foram melhores preditores da distribuição espacial da dengue em comparação aos calculados por imóveis e a quantificação de pupas não se mostrou melhor preditora do risco de ocorrência de dengue do que indicadores baseados na quantificação de recipientes. O fato da população do município não apresentar imunidade para o sorotipo DENV3 anteriormente ao período de estudo em conjunto com quase total predominância deste sorotipo entre 2005 e 2007 facilitou a análise do quadro epidemiológico da doença e permitiu relacioná-la com os indicadores entomológicos. (AU)

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