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Estudo das propriedades biomecânicas e histológicas da aorta abdominal de ratos diabéticos e expostos à fumaça de cigarro

Processo: 14/16725-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2015 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Erasmo Simão da Silva
Beneficiário:Erasmo Simão da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Adriano Mesquita Alencar ; Ayumi Aurea Miyakawa Yamaguchi ; Felipe Trajano de Freitas Barão ; Hermes Vieira Barbeiro ; Silvia Lacchini
Assunto(s):Biomecânica  Tabagismo  Hábito de fumar  Aorta  Propriedades mecânicas  Colágeno  Diabetes mellitus  Doenças cardiovasculares 

Resumo

As doenças que afetam o segmento abdominal da aorta têm incidência elevada e estão associadas a fatores de risco ambientais e genéticos. Entre estas afecções o aneurisma da aorta abdominal infrarrenal tem prevalência importante e é responsável por mortalidade considerável. Apesar disto, sua etiopatogenia não é completamente definida. Associação positiva entre tabagismo e aneurisma tem sido repetidamente confirmada, porém, sua associação com o diabetes é negativa. Relação esta considerada inesperada já que o aneurisma foi tradicionalmente atribuído à aterosclerose. Os fumantes têm elevada atividade proteolítica na parede da aorta, resultado de um aumenta da produção local de metaloproteinases de matriz (MMP). Isto pode ser a causa de degradação acentuada das fibras elásticas e de consequente enfraquecimento da parede arterial. Em contraste, o diabetes é caracterizado pelo aumento do volume da matriz, que no fim, pode reduzir o risco de desenvolver AAA.Como os aneurismas são uma expressão morfológica avançada da doença, o objetivo deste estudo é determinar em aortas normais, o efeito biomecânico e histológico após a exposição à fumaça do cigarro e desenvolvimento do diabetes mellitus nas aortas de ratos. Para tanto serão estudados 40 ratos machos, Wistar, pesando 300 a 350g, idade de 3 meses. Esses serão distribuídos em quatro grupos (10 animais por grupo): controle, tabagista, diabético, tabagista e diabético. Os ratos tabagistas serão expostos a fumaça de cigarro por período de 16 semanas, 10 minutos ao dia na primeira semana e 30 minutos nas demais semanas, como fumante passivo, segundo sistema Venturi (300-400ppm), com cigarro que contenha 8% de nicotina (Derby vermelho-Souza Cruz). Os animais diabéticos serão produzidos por injeção intravascular de estreptozotocina (55mg/Kg). Após dezesseis semanas do estabelecimento do diabetes e início da exposição à fumaça de cigarro, os animais serão sacrificados e as amostras da aorta abdominal serão cuidadosamente retiradas para teste biomecânico uniaxial destrutivo, análise histológica, isolamento e cultivo de células de músculo liso vascular e zimografia. Este estudo tem o objetivo de demonstrar que a exposição à fumaça de cigarro e o estado diabético pode afetar as propriedades mecânicas da aorta e também pode provocar mudanças estruturais substanciais da parede arterial, em especial na camada média. Indiretamente estes achados podem ajudar a entender o papel destes fatores de risco no AAA. (AU)